Em entrevista ao site IndieWire, Sophie Turner descreveu seu relacionamento profissional com Bryan Singer, diretor de X-Men: Apocalipse, como “desagradável”.

Bryan Singer dirigiu, além de X-Men: Apocalipse, outros filmes da saga, na qual Sophie Turner interpreta Jean Grey.

Perguntada sobre seu relacionamento com o diretor, acusado de pedofilia, abuso e assédio sexual, a atriz comparou sua experiência com a de Sansa Stark, sua personagem em Game of Thrones.


“Existe muito da Sansa em mim. Você entra em algo assim, achando que vai realizar um sonho, e aí percebe que terá que ser estratégica em vários aspectos. É bem desagradável. E caras como Harvey Weinstein e vários outros são como Joffrey ou Ramsay. Na verdade, pior do que eles. Um Caminhante Branco”, afirmou a atriz.

Sophie Turner retornou à pele de Jean Grey em X-Men: Fênix Negra, o último filme da saga dos mutantes.

Participação “torturante”

Em outra entrevista, o ator Oscar Isaac, de X-Men: Apocalipse, relembrou a dificuldade de gravar suas cenas no longa de Bryan Singer.

O ator interpretou En Sabah Nur, mais conhecido como Apocalipse, o grande vilão do filme. Isaac culpou a grande quantidade de maquiagem e acessórios por suas dificuldades no projeto.

“Apocalipse… aquilo era torturante. Quando eu aceitei o papel, não sabia que eu teria que ficar envolto de cola, látex e uma roupa de 40 quilos que não tinha nenhum mecanismo de resfriamento”, afirmou o ator em entrevista ao site GQ.

O visual de Apocalipse também contava com um dispositivo que impedia que Oscar Isaac movesse o pescoço, o que acabou impedindo a interação do ator com outros colegas no longa.

“Eu estava super animado de trabalhar com esses atores que eu gosto tanto, mas eu não conseguia nem enxergá-los pois não podia mexer a cabeça. Eu tinha que ficar sentado em uma sela especial, porque era a única coisa que me aguentava. Depois, eu era movido para uma tenda de resfriamento entre as tomadas”, desabafou Isaac.

Lançado em 2016, X-Men: Apocalipse foi um dos filmes mais criticados da saga e faturou US$ 543,9 milhões pelo mundo.