O Conde Drácula quase apareceu em um dos filmes de Harry Potter, mas acabou sendo cortado a favor de um substituto bem menos interessante.

O famoso vampiro, introduzido no livro Dracula, publicado originalmente em 1987, já apareceu em inúmeros filmes e teria sido a presença vampiresca mais notável no universo criado por J.K. Rowling.

De fato, os vampiros foram confirmados como existentes no universo de Harry Potter desde o segundo livro, quando Gilderoy Lockhart conta uma de suas histórias (falsas). Além disso, Hagrid chega a encontrar um vampiro em Harry Potter e a Ordem da Fênix.


Dito isso, os planos originais de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban teria uma aparição de Drácula na cena em que o professor Lupin ensina como se defender contra um Bicho-papão.

A cena mostraria o Conde Drácula aparecendo como o maior pesadelo de Parvati Patil. Ele seria transformado na artista brasileira Carmen Miranda, como forma de desarmar o medo da personagem.

A cena, contudo, foi cortada, e no fim Drácula é substituído por uma cobra gigante na cena em questão, algo bem genérico.

A queda de Harry Potter

J.K. Rowling está enfrentando um impacto negativo nas vendas de livros após comentários controversos anti-trans em sua conta do Twitter e site pessoal. A autora é mais conhecida por escrever a série Harry Potter de enorme sucesso e continua escrevendo sob o pseudônimo de Robert Galbraith.

Rowling recebeu críticas já em 2018 por pontos de vista tidos como anti-trans. Embora tenha conseguido evitar as críticas no passado, recebeu forte condenação on-line após uma série de declarações em junho de 2020.

A controvérsia mais recente começou com um tuíte no qual Rowling criticou um artigo de opinião que usava a frase “pessoas que menstruam”.

Depois que os usuários do Twitter rapidamente apontaram que “pessoas que menstruam” é o termo mais abrangente disponível, Rowling escreveu um tópico explicando sua postura, escrevendo: “Não é ódio falar a verdade.”

Rowling foi alvo de críticas adicionais de fãs e organizações, incluindo a organização de direitos LGBT+ GLAAD, que escreveu no Twitter que “J.K. Rowling continua se alinhando com uma ideologia que distorce deliberadamente os fatos sobre identidade de gênero e pessoas trans”.

Após a reação, Rowling juntou-se a outras figuras literárias e da mídia ao assinar uma carta aberta condenando as críticas on-line.

Embora Rowling tenha sido um tópico de conversa por mais de um mês, a atenção não se traduziu em vendas de livros. Segundo a Variety, as vendas de livros impressos de Rowling aumentaram apenas 10,9% em junho.

Embora isso ainda represente um aumento nas vendas, Rowling está bem abaixo das expectativas em relação ao restante da indústria editorial, que viu as vendas aumentarem 31,4% em junho.

As vendas de livros de Harry Potter – tanto na série original quanto nos livros licenciados por Rowling, mas escritos por outros autores – aumentaram apenas 7,7% no mesmo período.

Para uma autora que teve tanto sucesso por tanto tempo, esses números representam um declínio acentuado.

A franquia Harry Potter continua através dos prelúdios de Animais Fantásticos. Um terceiro filme da franquia derivada deve estrear em novembro de 2021.