A situação política de Hong Kong se tornando cada vez mais difícil e muitos têm pedido para que o vindouro live-action de Mulan, da Disney, seja boicotado.

O motivo por trás desse pedido diz respeito aos comentários feitos por Liu Yifei, que interpreta a personagem titular, e seu apoio ao partido comunista chinês, que oprime a população de Hong Kong.

Nos últimos dias, o movimento que pede o boicote a Mulan ganhou uma nova heroína: a ativista e política Agnes Chow, de 23 anos.


No dia 10 de agosto de 2020, Chow, junto de outras dez pessoas que lutam pela democracia em Hong Kong foram presas pelas autoridades chinesas. Sua prisão fez com que a hashtag #freeagnes (liberte Agnes) ficasse em alta.

Os apoiadores começaram a chamar a ativista de “a verdadeira Mulan”, continuando a criticar tanto o governo chinês, quanto aqueles envolvidos no filme da Disney.

A polêmica em torno do filme começou após uma publicação de Liu Yifei na rede social chinesa Weibo.

“Eu fico ao lado da polícia de Hong Kong, vocês podem me bater agora”, escreveu a atriz chinesa.

A polícia de Hong Kong é condenada pelos apoiadores da democracia por suas táticas brutais, que incluem agressão à protestos pacíficos, à jornalistas, médicos, dentre outras pessoas.

Mudança de planos

Recentemente, a Disney confirmou em uma reunião para investidores que Mulan será lançado no Disney+ através de uma base de acesso premium que custará cerca de US$ 25.

No momento, o Disney+ pretende lançar Mulan em 4 de setembro, usando seu novo recurso de acesso premium. Poucos detalhes sobre o recurso foram fornecidos durante a reunião, mas seu custo foi discutido.

Os usuários vão gastar US$ 24,99 para acessar o recurso para assistir a Mulan, e muitos esperam que funcione como outros serviços de aluguel e compra de filmes digitais.

A Disney disse que terá outra convocação para investidores em breve para discutir detalhes específicos.

A mudança chocante ocorre enquanto um novo comunicado de imprensa da Disney revela seus prejuízos no terceiro trimestre do ano devido à pandemia de coronavírus.

A empresa informou que sofreu uma perda de US$ 3 bilhões por causa do efeito da pandemia nos negócios.

Este modelo premium para o Disney+ ajudará a compensar a perda de bilheteria que Mulan sofrerá ser exibido no streaming, mas o executivo Bob Chapek deixou claro que Mulan será lançado em alguns cinemas.

Segundo Chapek, Mulan estará disponível nos cinemas em mercados selecionados com cinemas amplamente abertos. Nenhuma área específica foi mencionada durante a reunião, mas mercados como o Japão reabriram seus cinemas em etapas recentemente.

Como mencionado anteriormente, Mulan deve estrear no Disney+ em 4 de setembro. O serviço ainda não foi lançado no Brasil.