A metalinguagem em Pânico é um dos aspectos que tornam a franquia tão singular e a origem do primeiro filme é bastante particular, envolvendo até mesmo Michael Jackson.

Pânico combina elementos de comédia com o terror, fazendo inúmeras referências a outros clássicos do gênero, os subvertendo.

A ideia fica ainda melhor se levarmos em conta que o longa é dirigido por Wes Craven, que já era renomado na época por A Hora do Pesadelo.


Curiosamente, segundo a Vanity Fair, o filme quase foi chamado de Scary Movie originalmente, título que acabou indo para sua paródia, traduzida no Brasil como Todo Mundo em Pânico.

Foi o produtor Bob Weinstein que não gostou do título original, achando que combinava mais com uma comédia.

“Bob sentiu que no marketing do filme tínhamos de usar a força de Wes Craven, seus fãs, e não poderíamos vender o humor nesse tipo de filme”, lembrou a produtora Kathy Conrad.

“Nós dissemos, ‘não, você não entende’. E ele disse: ‘não, eu entendo, vocês estão perdidos, tentando fazer algo diferente. Eu estou fazendo algo inteligente’. Ele estava muito certo”, continuou a produtora.

O surgimento de Pânico

Weinstein viu o filme como um terror com elementos de humor, ao invés de uma paródia, ou uma comédia com violência.

No fim, Harvey Weinstein decidiu chamar o filme de Scream (no original), em razão da canção Scream de Michael Jackson e Janet Jackson. A música ainda era nova quando o título foi escolhido.

Com isso, a marca de uma das mais famosas franquias de terror dos cinemas foi estabelecida.

Os filmes da franquia Pânico estão disponíveis em DVD e Blu-ray. Um quinto filme da série está em desenvolvimento, previsto para 2021.