A maior parte dos espectadores de Lindinhas, durante o final de semana do dia 18 a 20 de setembro, disse que assistiu o filme da Netflix em razão da polêmica que o envolve. Ao menos é o que indica pesquisa conduzida pela companhia Screen Engine/ ASI, nos EUA.

O filme foi acusado de promover a pedofilia ao sexualizar garotas menores de idade, polêmica que foi exportada dos EUA e atingiu diversos países, incluindo o Brasil.

A Netflix teve de se desculpar em razão do marketing do filme, devido a um pôster que justamente expõe garotas menores de idade, com roupas e poses sexualizadas.


“Definitivamente muitas pessoas assistiram o filme devido à controvérsia”, disse o vice-presidente executivo da Screen Engine ao THR.

Ele ainda disse que mais da metade, ou 52%, assistiram o longa justamente por essa razão. A pesquisa também indicou que 72% das pessoas que viram o filme consideraram a controvérsia um exagero.

Ao mesmo tempo, 48% dos espectadores concordaram fortemente que o filme não deveria estar na Netflix.

Netflix defendeu o filme

A Netflix respondeu as acusações, dizendo que o filme tece críticas à sexualização de crianças.

“É um filme ganhador de prêmios e uma poderosa história sobre as pressões que jovem garotas enfrentam nas mídias sociais e da sociedade em geral, enquanto crescem – encorajamos todos que se importam com essas questões a assistirem o filme”, disse um representante da Netflix.

Em um vídeo explicando por que ela fez o filme, a diretora Maïmouna Doucouré disse considerar a obra “um filme profundamente feminista, com mensagem ativista”, que é um “espelho da sociedade atual, um espelho que algumas vezes é difícil de se olhar”.

“Nossas garotas veem que quanto mais uma mulher é sexualizada nas redes sociais, mais bem-sucedida ela é. E as crianças imitam o que elas veem, tentando alcançar o mesmo resultado, sem entender o significado. E sim, isso é perigoso”, continuou a diretora e roteirista de Lindinhas.

Lindinhas já está disponível na Netflix.