Lindinhas está causando muita controvérsia na Netflix, mas há outro filme que gerou polêmica na plataforma de streaming recentemente. Muitos assinantes estão pedindo para que Fragmentado seja removido da Netflix, em petição online.

O abaixo-assinado, no Change, que já conta com mais de 2000 assinaturas, alega que o filme lida com o transtorno dissociativo de identidade (TDI) de forma desrespeitosa a quem lida com esse problema na vida real.

“Essa petição mira na Netflix, que atualmente transmite Fragmentado na plataforma de streaming em certos países, dando acesso a esse estigma desumanizador que esse filme cria. A petição não parte de uma pessoa, ou um coletivo de pessoas, mas sim da comunidade de pessoas que sofre com TDI”.


O problema afeta diversas pessoas ao redor do mundo, é claro, mas trata-se de uma obra de ficção que deixa bem claro que o problema maior é a uma das personalidades do vilão do filme e não o TDI em si.

Em todo caso, é bastante improvável que essa petição acabe ocasionando em algo. De fato, a Netflix possivelmente nem dará atenção para isso, especialmente se levarmos em conta que o filme sequer foi produzido pela empresa de streaming.

Fragmentado

Controvérsia gera audiência

Curiosamente, esse tipo de “problema” pode ser bom para a Netflix.

A maior parte dos espectadores de Lindinhas, durante o final de semana do dia 18 a 20 de setembro, disse que assistiu o filme da Netflix em razão da polêmica que o envolve. Ao menos é o que indica pesquisa conduzida pela companhia Screen Engine/ ASI, nos EUA.

O filme foi acusado de promover a pedofilia ao sexualizar garotas menores de idade, polêmica que foi exportada dos EUA e atingiu diversos países, incluindo o Brasil.

A Netflix teve de se desculpar em razão do marketing do filme, devido a um pôster que justamente expõe garotas menores de idade, com roupas e poses sexualizadas.

“Definitivamente muitas pessoas assistiram o filme devido à controvérsia”, disse o vice-presidente executivo da Screen Engine ao THR.

Ele ainda disse que mais da metade, ou 52%, assistiram o longa justamente por essa razão. A pesquisa também indicou que 72% das pessoas que viram o filme consideraram a controvérsia um exagero.

Ao mesmo tempo, 48% dos espectadores concordaram fortemente que o filme não deveria estar na Netflix.