Atenção! Contém spoilers de The Boys in the Band!

A parceria de Ryan Murphy com a Netflix está dando frutos! Após o lançamento bem sucedido das séries The Politician, Hollywood e a mais recente Ratched, o produtor comemora a estreia de seu primeiro filme na plataforma: The Boys in the Band.

Além de um elenco repleto de estrelas, o novo longa conta com a participação de Jim Parsons, conhecido mundialmente como o Sheldon de The Big Bang Theory.

O final do filme deixou muitos espectadores confusos, principalmente em relação aos desejos e motivações de um personagem em especial.


Confira abaixo tudo sobre essa história!

O desejo de Alan

The Boys in the Band é um drama gay dirigido por Joe Mantello, baseado na peça de mesmo nome lançada em 1968, criada por Mart Crowley. A trama ficou famosa no mundo inteiro ao ser apresentada na Broadway.

A história de The Boys in the Band acompanha um grupo de amigos gays que se reúnem para comemorar um aniversário. Quando um antigo colega de faculdade do anfitrião chega na festa sem avisar, o evento acaba se tornando uma grande confusão e reavivando antigos traumas.

Polêmico em seu lançamento original, The Boys in the Band é chamado “uma drama gay pioneiro, há muito desconsiderado como uma relíquia do auto ódio” e “uma das festas de aniversários mais tóxicas da história”.

É e exatamente esse veneno que transforma o filme em uma peça icônica na história da representatividade no mundo do entretenimento.

Em The Boys in the Band Brian Hutchinson (Jessica Jones) é Alan McCarthy, o amigo de faculdade de Harold que chega sem avisar. A sexualidade do personagem não é explicitada na versão original, deixando o público tirar suas próprias conclusões.

Com a progressão da noite, o personagem de Jim Parsons sugere um jogo no qual todos os convidados ligam para alguém que amam ou amaram e confessam os sentimentos.

Michael sugere a brincadeira com o objetivo de fazer Alan confessar sua sexualidade ligando para o antigo colega Justin. No entanto, o personagem de Brian Hutchinson muda de ideia e decide contatar sua esposa Fran.

Alan deixa a festa pouco depois da ligação, e a sexualidade do personagem permanece em aberto, assim como na peça de teatro original.

Em entrevista, o elenco de The Boys in the Band discutiu a trama de Alan e a possível motivação do personagem.

“É exatamente isso que as pessoas devem discutir depois do filme! Donald e Michael não têm certeza, e com o Alan ninguém sabe a verdade. Mas eu adoro essa imensa gama de possibilidades”, comentou Brian Hutchinson.

Matt Bomer, o intérprete de Donald, também elogiou o mistério do fim da trama.

“Acho que todos entendemos o que o Alan realmente queria nessa festa. É algo real para todos, especialmente dada à maneira como Brian o interpreta. Existe algo delicioso sobre a incerteza desse desfecho”, opinou Bomer.

Robin de Jesús, o Emory, conseguiu tirar sua conclusão sobre a sexualidade de Alan no final de The Boys in the Band.

“A intenção sempre foi deixar em aberto o fato dele ser gay ou hétero. Acho que o diretor queria que o público ficasse dividido. Falando sério, eu acho que ele é gay. Mas essa é apenas minha opinião, não representa mais ninguém”, sugeriu o ator.

Finalmente, o diretor Joe Mantello também falou sobre o personagem e as escolhas de seu intérprete.

“Quando contratei o Brian Hutchinson no início do projeto, disse: ‘Gostaria que você fizesse uma escolha sobre o Alan, e não quero que você me conte. Não quero que você conte para ninguém, essa escolha deve ser seu segredo’. Dito isso, o público pode pensar que o Alan está no armário ou não, já que o Brian interpreta as cenas da mesma maneira. Se ele realmente está no armário, ele está mentindo para si mesmo. A minha intenção sempre foi mostrá-lo como um personagem enigmático, misterioso, desconhecido”, explicou Mantello.

The Boys in the Band já está disponível na Netflix.