A Disney liberou o primeiro trailer da sua mais nova animação: Raya e o Último Dragão, que promete muitas aventuras em um mundo de fantasia.

A prévia mostra Raya em busca do último dragão, percorrendo desertos, explorando tumbas e muito mais.

“Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou esse mundo, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade”, começa a descrição oficial.


“Agora, 500 anos depois, o mesmo mal retornou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, buscar o lendário último dragão para restaurar essa terra fraturada e seu povo dividido. No entanto, ao longo da sua jornada, ela vai aprender que será necessário mais que um dragão para salvar o mundo – será necessária confiança e trabalho em equipe também”, continua a sinopse.

A direção de Raya e o Último Dragão é de Don Hall, Carlos López Estrada, Paul Briggs e John Ripa.

A produção é de Osnat Shurer e Peter Del Vecho. O elenco de voz inclui Kelly Marie Tran, de Star Wars: Os Últimos Jedi, como Raya, e Awkwafina, como o último dragão, Sisu.

Trata-se de um filme do Walt Disney Animation Studios, responsável por outras animações como Moana e Frozen.

A estreia está prevista para março de 2021.

Veja a prévia, abaixo.

Final diferente de Frozen

Frozen foi amplamente elogiado por focar no relacionamento entre Anna e Elsa, ao mesmo tempo em que deixava os relacionamentos românticos em segundo plano.

No entanto, a história original de Frozen, baseada no conto de fadas de Hans Christian Andersen “A Rainha da Neve”, cortou a relação entre as irmãs e transformou Elsa na vilã.

O final original de Frozen teria sido um final pior que tornaria o filme menos satisfatório.

Enquanto Frozen acabou sendo uma história sobre duas irmãs se unindo e perseverando sobre o medo, o produtor Peter Del Vecho revelou à EW em 2017 que a ideia original era muito diferente.

Frozen foi concebido com Elsa como a vilã, uma rainha da neve com um coração congelado e objeto de uma profecia que dizia que “um governante com um coração congelado trará destruição ao reino de Arendelle”.

Embora Anna ainda fosse a heroína de bom coração, Elsa não seria mais parente dela, e a tensão entre elas se transformava em bem contra mal.

O final original de Frozen teria mostrado Elsa parando o vilão de Frozen, Príncipe Hans, o verdadeiro sujeito da profecia – e descongelando seu coração congelado, recuperando sua habilidade de amar.

Um grande problema com a premissa original de Frozen era centrar um filme em torno de uma personagem antipática, a malvada Rainha da Neve, e fazer o filme sobre o bem contra o mal.

Na versão final de Frozen, o público naturalmente fica muito ligado ao desenvolvimento de Elsa – as pessoas reconhecem que a cada passo ela está tentando fazer a coisa certa e se solidarizam quando ela fica dividida entre o medo de seu poder e o amor por sua irmã.

No final das contas, sua compreensão de que ela precisa amar a si mesma e a sua irmã se torna a maior história de amor de Frozen. A concepção de Elsa como uma vilã de coração congelado a torna insatisfatória e impossibilitaria a recepção simpática de seu crescimento.

No final original, quando o coração congelado de Elsa é finalmente descongelado, não teria havido uma recompensa, já que o público nunca se importou com ela em primeiro lugar.

Outro grande problema no enredo original de Frozen era não relacionar Anna e Elsa.

Tirar o relacionamento familiar entre as irmãs reduz significativamente o arco de Anna, pois ela se torna uma heroína unidimensional sem a complexidade adicional de enfrentar sua irmã.

Transformar Anna e Elsa em irmãs adiciona dimensão ao relacionamento delas e às personagens individualmente; faz com que o final do arco de Anna seja satisfatório quando é o amor de Elsa que derrete seu coração congelado.

Esse relacionamento também adiciona complexidade ao tema do bem contra o mal, transformando a tensão no filme em medo contra amor, e como as irmãs navegam nesse medo quando têm medo de machucar a pessoa que amam.

O final original de Frozen teria feito um filme muito diferente e tornado “Let It Go” uma canção de vilã – e teria sido pior.

Centrar Elsa como uma vilã de coração frio com a intenção de destruir Arendelle tira a recompensa emocional quando ela finalmente supera seu coração congelado.

Retirar o relacionamento entre as irmãs reduz o filme a uma luta entre o bem e o mal, em vez de lidar com temas mais complexos sobre família e amor, e o medo que vem com isso.

Os arcos de personagens de Anna e Elsa são pouco envolventes no final original, em uma narrativa muito menos satisfatória. Transformar o filme em uma história sobre duas irmãs superando seu medo enquanto tentam fazer a coisa certa fez do final de Frozen o final perfeito e satisfatório.

No Brasil, Frozen e Frozen 2, da Disney, estão disponíveis no Amazon Prime Video.