Você notou? Fuja, da Netflix, esconde verdade chocante

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Atenção! Contém spoilers importantes de Fuja.

Procurando sempre se manter na dianteira entre o mercado cada vez mais concorrido das plataformas de streaming, a Netflix investe no lançamento de conteúdo de qualidade a cada semana. Agora, o catálogo da Netflix passa a incluir um grande sucesso da Hulu: Fuja.

O filme foi lançado originalmente em novembro de 2020 pela Hulu, uma das plataformas mais famosas dos Estados Unidos. Na época da estreia, o longa se tornou o mais assistido da história do serviço de streaming.

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“Uma adolescente educada em casa começa a desconfiar que a mãe está escondendo um terrível segredo”, afirma a sinopse oficial de Fuja.

Embora o filme seja uma trama fictícia, parte dos eventos de Fuja foram inspirados por histórias reais.

Confira abaixo!

As inspirações reais de Fuja

O mais novo filme de suspensa da Netflix traz Kiera Allen – em sua estreia no cinema – como uma jovem cuja aparentemente cuidadosa e perfeita mãe esconde um terrível e potencialmente fatal segredo.

Embora a trama de uma criança ou adolescente com deficiência seja bastante familiar, Fuja não é baseada em uma história particular.

Ao invés disso, o filme se inspira em vários casos reais e fictícios de Síndrome de Munchausen por Procuração, também conhecida como “transtorno factício imposto a outrem”.

A doença mental foi descrita originalmente em 1977 pelo pediatra Roy Meadow como uma espécie de abuso infantil – no qual cuidadores (na maioria das vezes mães) provocam de forma deliberada ou informam falsamente a existência de alguma doença em crianças, como forma de chamarem atenção para si mesmos.

Em uma das maiores reviravoltas de Fuja, é revelado que Chloe na verdade não é a verdadeira filha de Diane, e que após ser roubada do hospital, teve a deficiência causada pela ação da própria sequestradora – com o uso excessivo de remédios.

Embora não seja citado como uma influência direta pelo criador de Fuja, é difícil não lembrar do caso de Gypsy Rose Blachard e sua mãe abusiva Dee Dee, cujo assassinato foi orquestrado pela própria filha.

O caso foi relatado inicialmente em um artigo do BuzzFeed, e depois trazido às telas na série The Act, exibida pela Hulu. A produção rendeu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante para Patricia Arquette, a intérprete de Dee Dee.

Dee Dee Blanchard era vista como uma incrível e altruísta mãe, que havia sacrificado sua vida inteira para cuidar das várias doenças e deficiências da filha Gypsy Tose.

Mas na verdade, a realidade do relacionamento entre mãe e filha era muito mais obscura.

Gypsy era essencialmente torturada por Dee Dee, forçada a se submeter a inúmeros tratamentos invasivos e cirurgias baseados apenas na palavra da mãe.

Na verdade, todos os problemas de Gypsy Rose haviam sido inventados pela mãe, à procura de simpatia dos vizinhos e doações de instituições de caridade.

Embora Fuja não seja baseada em uma história real, o filme definitivamente reflete os horrores do abuso praticado contra pessoas com deficiência, crianças e todos os outros que não podem denunciar ou se manifestar.

Incrivelmente, o filme é o primeiro thriller de grande alcanço a ser protagonizado por um artista cadeirante desde os anos 70.

Kiera Allen, a intérprete da protagonista Chloe, também anda de cadeira de rodas na vida real.

Fuja está disponível na Netflix.

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