Coisas em Vozes e Vultos que você gostaria de não ter visto

Filme com Amanda Seyfried peca ao ignorar trama criativa do livro

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Após fazer o maior sucesso no filme Mank – indicado a várias categorias do Oscar 2021 – Amanda Seyfried celebra o lançamento de seu mais novo projeto na Netflix! Trata-se do filme Vozes e Vultos, que já está deixando o público internacional de cabelo em pé.

O longa foi um dos lançamentos de terror mais aguardados da plataforma em 2021. A produção traz um sombrio clima sobrenatural para um casamento aparentemente perfeito – tudo em um cenário de isolamento e mistérios.

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Embora esteja fazendo o maior sucesso na Netflix, alguns aspectos de Vozes e Vultos foram detonados pela crítica especializada.

Confira abaixo tudo sobre essa história!

Os problemas de Vozes e Vultos

Segundo o site Looper, espectadores que não conhecem o livro em que Vozes e Vultos se baseia, ficaram impressionados com a inclusão de um elenco de peso em um filme tão clichê, arrastado e trivial, apresentando uma história já contada inúmeras vezes.

O filme acompanha a história de Catherine Clare – vivida por Seyfried –, uma jovem que, com relutância, troca a agitada rotina de Manhattan por uma vida discreta na misteriosa vila de Chosen.

Catherine decide se mudar para a pequena cidade no estado de Nova York após seu marido George ser contratado como professor de história da arte na pequena Faculdade de Hudson Valley.

Mesmo tentando transformar uma velha fazenda em um lugar onde a filha Franny pode viver uma infância feliz, Catherine passa a se sentir a cada dia mais isolada e sozinha.

Com o tempo, a personagem de Amanda Seyfried descobre uma presença sinistra à espreita na antiga fazenda – e em seu casamento com George.

O filme estabelece rapidamente que George sabe toda a história da fazenda mas tenta esconder a verdade da esposa – algo que se torna impossível quando os filhos adolescentes dos antigos donos da casa ainda trabalham na propriedade.

Realizar grandes mudanças na adaptação de um livro para o cinema não é um problema por si só. Mas Vozes e Vultos toma atitudes estranhas ao contar a trama em ordem cronológica.

No livro de Elizabeth Brundage, a sinistra conclusão é apresentada em primeiro plano, e o que levou ao desfecho terrível faz parte dos resto da história. Ou seja, o livro que inspira Vozes e Vultos é contado “de trás pra frente”.

Todo o enredo é contado sob a perspectiva de George, um homem tão egoísta que só consegue processar os pensamentos e sentimentos de outros se filtrados por sua própria lente.

A principal mudança feita pelos roteiristas e diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini é evitar completamente a perspectiva e olhar do personagem original, trazendo sua esposa Catherine ao posto isolado de protagonista.

Por causa disso, espectadores que leram o livro de Elizabeth Brundage consideraram que o filme da Netflix ficou “perdido na tradução”, e aspectos importantes da obra falharam em ser traduzidos das páginas para as telas.

Críticas literárias da obra de Brundage elogiaram principalmente a maneira que a autora caracterizou a mente de um psicopata. O filme da Netflix, por outro lado, conta apenas com a performance de James Norton para manter em segredo as principais revelações da trama.

Infelizmente, o personagem construído pelo filme da Netflix não apresenta a ambiguidade de sua contraparte literária.

Espectadores percebem quase automaticamente que o marido de Catherine esconde algum segredo – principalmente depois de ele começar a se comportar como o protagonista de O Iluminado após poucos dias na residência.

Vozes e Vultos está disponível na Netflix.

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