Céu Vermelho-Sangue tem mensagem secreta na história

Novo filme de terror da Netflix surpreendeu fãs com sua qualidade

Publicado em 29/7/2021
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Céu Vermelho-Sangue estreou recentemente na Netflix. Com baixas expectativas, o longa surpreendeu os assinantes da plataforma e fãs de terror, com uma trama bastante criativa, repleta de momentos eletrizantes e muita violência. O que muitos espectadores não perceberam é que o filme traz também uma importante mensagem anti-racismo.

O filme da Netflix mistura o típico cenário de um thriller de ação com elementos sobrenaturais de terror. O longa acompanha a história de Nadja, uma mãe desesperada que viaja com o filho Elias para Nova York, com o objetivo de se submeter a um tratamento de saúde experimental.

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No entanto, quando o avião é sequestrado por um grupo terrorista, o filme esclarece que Nadja não está doente, mas é uma vampira. A personagem abraça cada vez mais seu lado monstruoso com a progressão do longa.

O site Screen Rant explicou tudo sobre a importante (e sutil) mensagem social de Céu Vermelho-Sangue; confira abaixo.

Céu Vermelho-Sangue – Detalhes profundos

Na trama de Céu Vermelho-Sangue, a protagonista Nadja descobre que seu avião foi sequestrado por um grupo de terroristas formado por alemães, britânico e americanos.

O objetivo do grupo era derrubar a aeronave, causando assim uma verdadeira catástrofe terrorista.

Céu Vermelho-Sangue oferece aos espectadores diversas pistas sobre as motivações dos terroristas. No início do filme, Nadja escuta um noticiário que discute como os preços das ações de companhias aéreas sofrem aceleradas reduções sempre que um desastre acontece, trazendo perdas significativas para quem investe nas empresas e gerando rendimentos milionários para aqueles que apostam contra.

Ou seja, o objetivo dos terroristas do filme é criar outra catástrofe aérea, fazer os preços das ações da Transatlantic despencarem e conseguirem milhões de dólares na Bolsa.

Para esconder as próprias motivações, os terroristas utilizam ideais racistas relacionados aos ataques da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001.

O grupo de sequestradores, formado quase inteiramente por homens brancos, força dois passageiros árabes a gravarem uma mensagem com elementos da religião islâmica.

Essa mensagem, por sua vez, seria utilizada para colocar a culpa dos ataques em pessoas árabes ou muçulmanas, causando um nível ainda maior de caos e incentivando ataques racistas em pessoas inocentes.

O filme subverte as intenções dos sequestradores, e traz dois passageiros árabes como os heróis da história.

Farid, um dos protagonistas do longa, coloca sua própria vida em perigo pela segurança dos outros passageiros, cuidando de Elias e tentando tirar os vampiros da aeronave.

O outro passageiro árabe ajuda a manter os sequestradores longes do cockpit, chegando a sacrificar sua vida para manter a porta fechada, quando o avião perde oxigênio.

O mundo pode até ter entendido as ramificações dos ataques de 11 de setembro, incluindo os reflexos nas relações internacionais e os ataques racista e injustos contra a população muçulmana em países ocidentais – mas o preconceito contra essas pessoas continua forte até hoje.

É por isso que os vilões de Céu Vermelho-Sangue decidem a estatégia de convender os oficiais de que o ataque foi orquestrado por muçulmanos.

A lição que fica é que os cidadãos do Oriente Médio não devem ser culpados por todos os ataques terroristas, e que criminosos podem ter qualquer cor de pele – o que é comprovado pela ação crescente de terroristas de extrema direita e supremacistas brancos.

Céu Vermelho-Sangue está disponível na Netflix.

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