Superfly é remake de filme clássico e passa por mudanças

Hit na Netflix é baseado em sucesso cult dos anos 70

Publicado em 3/9/2021
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Você conhece Superfly? Lançado em 1972, o longa é considerado um dos principais expoentes do gênero blaxploitation, um estilo de histórias afro-americanas que se popularizou no mundo inteiro durante os anos 70. Quase quatro décadas após a estreia, o filme ganhou um remake homônimo, disponível na Netflix. No entanto, o novo longa traz elementos bem diferentes da produção original.

O Superfly de 1972 traz Ron o’Neal como Youngblood Priest, um traficante de cocaína que tenta deixar para trás o mundo do crime organizado. O longa é conhecido principalmente por sua excelente trilha sonora, produzida pelo músico Curtis Mayfield.

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Já o novo Superfly é uma produção de Director X, mais conhecido por dirigir mais de 100 clipes de artistas como Rihanna, Nicki Minaj, Drake, Little Mix, Jamie Foxx, Ariana Grande e muito mais.

O longa chegou aos cinemas em 2018, e foi elogiado por seu estilo visual e atuação do elenco, mas criticado pelo roteiro e tom.

Superfly está disponível na Netflix; confira abaixo tudo que você precisa saber sobre as mudanças sofridas pelo longa.

As grandes mudanças de Superfly

Uma das principais mudanças de Superfly é a troca do cenário do longa. O filme original é ambientado no Harlem, e o remake traz a ação para as ruas de Atlanta.

A mudança foi realizada para proporcionar uma abordagem mais contemporânea sobre a cultura e os desafios socioeconômicos enfrentados pela comunidade afro-americana.

O protagonista Priest surge com mais dinheiro e uma quantidade ainda maior de problemas. O personagem cultiva uma grande rivalidade com uma gangue local chamada Snow Patrol.

Os cadillacs de 1972 são trocados por correntes de ouro e casacos de pele como indicadores de riqueza.

Mais uma mudança importante é a diminuição no número de cenas em que os personagens cheiram cocaína, evitando a glamourização desconfortável da prática. Mesmo assim, o longa continua proibido para menores, já que conta com várias cenas de violência e sexo.

O Superfly original incluiu em sua trama elementos defendidos pelo movimento Panteras Negras, oferecendo um olhar realista sobre a pobreza das ruas do Harlem, nas quais o tráfico de drogas era a única possibilidade de ascensão social.

Na nova versão, a brutalidade da polícia e o movimento Vidas Negras Importam são importantes temas da história. Em um dos momentos mais tristes do longa, a polícia de Atlanta atira em um homem negro durante uma simples abordagem de rotina.

Embora utilize as duas temáticas com maestria, o cineasta Director X explicou que o novo Superfly, é, acima de tudo, uma obra de entretenimento.

“É um filme de ação negro. A nossa intenção não é fazer você refletir sobre essa situação pesada e complicada. Você não assiste Velozes e Furiosos por sua abordagem socioeconômica. Você assiste para ver carros explodindo”, comentou o diretor.

O remake de Superfly já está disponível na Netflix; veja abaixo o trailer.

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