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Contém spoilers

A bizarra história real por trás de O Soldado que não Existiu

Filme de espionagem da Netflix é ambientado na Segunda Guerra Mundial

Publicado por Alexandre Guglielmelli

12/05/2022 21:00

Sucesso de público e crítica, o filme O Soldado que não Existiu conquista fãs na Netflix ao abordar uma surpreendente – e bizarra – história real. O longa acompanha um ousado plano da Inteligência Britânica na época da Segunda Guerra Mundial, criado para enganar os nazistas e facilitar a invasão dos Aliados à Sicília.

O Soldado Que Não Existiu – Operation Mincemeat, no título original – é uma produção de John Madden, vencedor do Oscar pelo filme Shakespeare Apaixonado. O longa é baseado no livro homônimo, escrito por Ben Macintyre.

A trama é protagonizada por Colin Firth (franquia Kingsman, O Diário de Bridget Jones), e traz Matthew Macfadyen (Succession), Penelope Wilton (Downton Abbey), Kelly MacDonald (Boardwalk Empire) e Jason Isaacs (Harry Potter) no elenco.

O Observatório do Cinema apurou todas as informações e revelou tudo que os fãs de O Soldado Que Não Existiu precisam saber sobre a “Operação Carne-Moída” da vida real; confira.

Conheça a história real por trás de O Soldado Que Não Existiu

A Operação Carne-Moída – mostrada em O Soldado Que Não Existiu – foi um plano da Inteligência Britânica, criado para passar a perna no exército nazista às vésperas da invasão da Itália pelas forças Aliadas.

Em 30 de abril de 1943, a cerca de 1,6 quilômetro da costa espanhola, o submarino britânico HMS Seraph emergiu das profundezas para desempenhar um papel essencial no plano secreto.

O veículo subaquático liberou uma carga inusitada: um cadáver humano. Supostamente, o corpo era do “Major William Martin”, um agente da Marinha Britânica que guardava consigo alguns dos maiores segredos da Guerra.

Mas esse Major, na verdade, nunca existiu. Os supostos “planos de guerra” guardados no cadáver eram pistas falsas, produzidas para enganar as forças de Adolf Hitler.

O cadáver em questão era de um andarilho galês chamado Glyndwr Michael, morto pela ingestão acidental de veneno de rato.

Quando o corpo chegou à costa espanhola, as autoridades do país – que mantinham uma relação amigável com Hitler – avisaram imediatamente as forças alemãs.

A operação de O Soldado Que Não Existiu foi essencial para o fim da Segunda Guerra Mundial

A estratégia da Inteligência Britânica deu certo: os nazistas realmente acreditaram nos documentos do cadáver. As pistas falsas afirmavam que os alvos para a invasão dos Aliados seriam a Grécia e Sardinia.

Mas na verdade, as forças britânicas e americanas se preparavam para a incursão na Sicília. Em 9 de julho de 1943, os Aliados chegaram à Itália. Menos de um mês depois, já haviam dominado toda a extensão da ilha.

A vitória foi instrumental para o colapso do regime de Mussolini e a subsequente assinatura do Armistício de Cassibile – um duro golpe nas forças fascistas.

O inusitado plano da Inteligência Britânica foi criado pelos oficiais Ewen Montagu e Charles Cholmondeley (interpretados por Colin Firth e Matthew Macfadyen em O Soldado que não Existiu).

Montagu e Cholmondeley também contaram com a ajuda de Ian Fleming – o criador da franquia 007 – no desenvolvimento do plano.

A filha de Ewen Montagu, atualmente com 91 anos, falou sobre o envolvimento do pai na Operação Carne Moída.

“Em uma das minhas férias escolares, ele se sentou comigo e contou toda a história. Fiquei realmente fascinada. Olhando para trás, acho que ele gostou de criar o Major Martin e se identificou muito com ele”, comentou a historiadora.

O Soldado Que Não Existiu está disponível no catálogo brasileiro da Netflix.

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