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Cópia ou inspiração?

Fãs da Netflix comparam Fuja com clássico suspense

Veja as reações!

Publicado por Guilherme Coral

06/04/2021 12:39

Fuja, da Netflix, tem atraído a atenção de muitos fãs. Nas redes sociais, contudo, muito estão comparando o filme a outro clássico suspense.

Muitos estão comparando o filme a Louca Obsessão, clássico de 1990 estrelado por Kathy Bates e James Caan. O longa-metragem garantiu o prêmio de melhor atriz à Bates.

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“Okay, Fuja na Netflix está certamente passando um ar de Louca Obsessão”, tuitou uma fã.

“Sarah Paulson está ótima nesse thriller psicológico inspirado em Louca Obsessão. O filme não passa de 90 minutos. Ainda assim, é um decente filme que entretém em uma noite silenciosa”, tuitou uma página no Twitter.

“Assistindo Fuja na Netflix e está passando uma atmosfera de Louca Obsessão”, tuitou outro fã.

“Assisti Fuja na Netflix e é brilhante! Parece com Louca Obsessão”, escreveu uma fã.

Veja os tuites originais, abaixo.

Fuja Netflix Twitter 1

As inspirações reais de Fuja

O mais novo filme de suspensa da Netflix traz Kiera Allen. Ela vive uma jovem cuja aparentemente cuidadosa e perfeita mãe esconde um terrível e potencialmente fatal segredo.

Embora a trama de uma criança ou adolescente com deficiência seja bastante familiar, Fuja não é baseada em uma história particular.

Ao invés disso, o filme se inspira em vários casos reais e fictícios de Síndrome de Munchausen por Procuração. Também conhecida como “transtorno factício imposto a outrem”.

A doença mental foi descrita originalmente em 1977 pelo pediatra Roy Meadow como uma espécie de abuso infantil. Cuidadores (na maioria das vezes mães) provocam de forma deliberada ou informam falsamente a existência de alguma doença em crianças. Isso como forma de chamarem atenção para si mesmos.

Em uma das maiores reviravoltas de Fuja, é revelado que Chloe na verdade não é a verdadeira filha de Diane. Após ser roubada do hospital, ela teve a deficiência causada pela ação da própria sequestradora – com o uso excessivo de remédios.

Embora não seja citado como uma influência direta pelo criador de Fuja, é difícil não lembrar do caso de Gypsy Rose Blachard e sua mãe abusiva Dee Dee. Nesse caso, o assassinato foi orquestrado pela própria filha.

O caso foi relatado inicialmente em um artigo do BuzzFeed, e depois trazido às telas na série The Act, exibida pela Hulu. A produção rendeu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante para Patricia Arquette, a intérprete de Dee Dee.

Dee Dee Blanchard era vista como uma incrível e altruísta mãe, que havia sacrificado sua vida inteira para cuidar das várias doenças e deficiências da filha Gypsy Tose.

Mas na verdade, a realidade do relacionamento entre mãe e filha era muito mais obscura.

Gypsy era essencialmente torturada por Dee Dee, forçada a se submeter a inúmeros tratamentos invasivos e cirurgias baseados apenas na palavra da mãe.

Na verdade, todos os problemas de Gypsy Rose haviam sido inventados pela mãe, à procura de simpatia dos vizinhos e doações de instituições de caridade.

Embora Fuja não seja baseada em uma história real, o filme definitivamente reflete os horrores do abuso praticado contra pessoas com deficiência, crianças e todos os outros que não podem denunciar ou se manifestar.

Incrivelmente, o filme é o primeiro thriller de grande alcanço a ser protagonizado por um artista cadeirante desde os anos 70.

Kiera Allen, a intérprete da protagonista Chloe, também anda de cadeira de rodas na vida real.

Fuja está disponível na Netflix.

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