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Contém spoilers

Explicamos o final de Skylines 3 na Netflix

Desfecho da trama de ficção científica traz debates interessantes sobre a natureza humana

Publicado por Alexandre Guglielmelli

01/07/2021 19:00

Segundo a análise do site CinemaHolic, o final de Skylines 3 traz reflexões interessantes e filosóficas sobre conceitos de humanidade, raça, guerra e paz. O filme de ficção científica termina com o aguardado salvamento dos pilotos, momento esperado durante toda a trama do longa.

No momento em que Rose finalmente reencontra o irmão, a personagem se sente feliz, pelo menos um um momento. No entanto, sabe que não tem muito tempo sobrando, devido ao seu processo acelerado de envelhecimento.

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A mão de gatilho de Rose também é afetada pelo processo, tornando-se seca e frágil. Transfusões de sangue mantém as mudanças sob controle, mas provam-se cada vez mais custosas e difíceis. Com o tempo chegando ao fim, Rose deseja, acima de tudo, que o irmão não se transforme em um assassino sem consciência.

A protagonista também enxerga a missão a Cobalt-1 como uma maneira de encontrar redenção, não apenas pela morte da irmã de Leon e dos outros soldados, mas dos Pilotos que estavam nas naves dos Harvesters.

Como Rose cresceu com Trent, e também é um ser híbrido, consegue desenvolver uma empatia única com os Pilotos, torcendo ardentemente pela salvação destes no que ela acredita serem seus últimos dias de vida.

O desfecho da trama de Skylines 3

No desfecho de Skylines 3, Radford libera o vírus na população dos Pilotos, com o objetivo de praticar eutanásia de maneira pacífica. No entanto, o personagem retorna para seu plano original – e assassino.

Percebendo que seu plano genocida ricocheteou nos humanos básicos, em um perfeito exemplo de justiça kármica, ele decide usar o drive-núcleo da Armada para destruir todos os Pilotos.

Essa é a principal razão escondida da missão, conhecida apenas por Radford e o Coronel Owens.

Ao descobrir a extensão da traição de Radford e suas intenções diabólicas, Rose consegue derrotá-lo com a ajuda de Trent, Leon e Zhi.

De volta à Terra, a ameaça iminente vem a possibilidade da destruição de Londres pelos Pilotos infectados.

Correndo contra o tempo, e protegida por Kate e Huana, a Dra. Mal desenvolve um soro com o potencial de atenuar os efeitos do vírus.

Quando Rose e os outros retornam à atmosfera da Terra, eles colocam os Pilotos infectados na nave com a luz azul.

Ironicamente, esse instrumento de destruição humana é usado para salvar tanto os Pilotos quanto os Originais. Ou seja, usando tanto o drive-núcleo quanto o soro, a Dra. Mal e Rose conseguem curar os pilotos infectados.

O espectro das emoções

Skylines 3 é um filme ambicioso, não apenas em termos de seu alcance. O filme é corajoso o suficiente para abordar questões relacionadas à identidade humana.

Assim como Distrito 9, Skylines 3 foca profundamente na natureza humana, enunciando os aspectos que tornam as pessoas boas e ruins.

Mesmo com sua transformação, Trent consegue manter viva a parte inerentemente boa de sua natureza, o que inclui seu senso de humor e amor pela irmã.

Nas cenas climáticas do filme, Trent quase se sacrifica para derrotar a Matriarca dos Harvesters, jogando-a na parede externa da nave espacial.

Radford existe no lado oposto desse espectro, ressonando com o ódio dos Harvesters e dos Pilotos, com intenções genocidas.

O filme também revela que o “estudo” enviado para Cobalt-1 antes da missão, era na verdade uma bomba, que matou quase toda a população de Harvesters.

Enquanto testemunha a segunda bomba detonando e destruindo Cobalt-1 completamente, o vilão recita frases de “Bhagavad Gita”, as mesmas que o cientista J. Robert Oppenheimer declarou em um teste nuclear bem sucedido, em 1945.

Skylines 3 termina de maneira satisfatória para os fãs, abordando conceitos importantes da existência humana, tudo em um cenário alucinante de ficção científica.

Skylines 3 está disponível na Netflix.

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