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História assustadora

O que aconteceu com o serial killer de O Assassino de Clovehitch na vida real

Inspiração do filme da Netflix, o BTK matou 10 pessoas nos Estados Unidos

Publicado por Alexandre Guglielmelli

19/01/2022 09:00

Inspirado em crimes da vida real, O Assassino de Clovehitch está fazendo muito sucesso na Netflix. O filme de suspense mistura elementos fictícios à assustadora história do serial killer BTK, um dos mais famosos dos Estados Unidos. Quem já conferiu a trama do longa quer saber: o que aconteceu com o maníaco na vida real? Explicamos abaixo tudo que você precisa saber.

“Uma revelação chocante vira o mundo de um adolescente de cabeça para baixo, neste olhar arrepiante sobre o mal que pode se esconder até mesmo sob a superfície mais saudável”, afirma a sinopse oficial do longa.

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O Assassino de Clovehitch acompanha a história de Tyler Burnside, um jovem que leva uma vida aparentemente perfeita: ele é escoteiro, voluntário na igreja da cidade e filho de um respeitado líder de sua comunidade.

Tudo muda quando o protagonista descobre fotos perturbadoras nas coisas do pai, e começa a especular que o homem que ele mais confia no mundo, na verdade, pode ser o verdadeiro Assassino de Clovehitch.

Como o Assassino BTK agia na vida real?

A trama de O Assassino de Clovehitch é levemente baseada na história de Dennis Rader, o famoso Assassino BTK.

“BTK” é uma sigla em inglês que significa ‘bind, torture and kill’ (vendar, torturar e matar), o modus operandi do serial killer.

Por 31 anos, o elusivo assassino aterrorizou os moradores de Wichita, Kansas. Começando em 1974, Rader matou 10 pessoas e provocou a polícia com cartas sobre os crimes e pistas sobre as próximas vítimas.

O assassino selecionava suas vítimas de maneira aleatória, o que tornou sua captura ainda mais difícil. Todos os moradores de Wichita poderiam ser os próximos.

Dennis Rader, o Assassino BTK, nasceu em março de 1945 na pequena cidade de Pittsburg, no Kansas. Ainda na adolescência, começou a desenvolver violentas fantasias.

“Quando eu estava na escola, os problemas começaram. Fantasias sexuais, mais do que o normal. Todos os homens têm algum tipo de fantasia estranha. As minhas só eram mais estranhas que as dos outros”, comentou o serial killer no especial Snapped, da Oxygen.

As fantasias violentas de Rader se tornaram realidade em 15 de janeiro de 1974, quando matou o casal Joseph e Julie Otero, e as crianças Josephine e Joseph, de 11 e 9 anos.

Nos próximos anos, o assassino matou mais 6 pessoas. O serial killer conseguiu escapar da polícia por levar uma vida acima de qualquer suspeita.

O assassino vivia em Wichita com a esposa Paula e os dois filhos, Kerri e Brian. Evangélico, ele era uma figura ativa na igreja luterana.

Assim como o personagem de Dylan McDermott em O Assassino de Clovehitch, Dennis Rader também liderava uma tropa de escoteiros.

O que aconteceu com o serial killer de O Assassino de Clovehitch na vida real?

Dennis Rader foi preso em 2005, anos após interromper sua onda de crimes. Foi seu desejo por fama que ocasionou a captura.

O assassino havia enviado um disquete com detalhes sobre os assassinatos para uma emissora de TV, e a partir dessa correspondência, teve o DNA rastreado.

Em 18 de agosto de 2005, Rader foi condenado a no mínimo 175 anos de prisão, sem possibilidade de liberdade condicional – a sentença mais pesada do ordenamento jurídico do Kansas.

Paula, a esposa de Rader, pediu o divórcio imediatamente após a prisão. Kerri, a filha do assassino, escreveu o livro “A Filha de um Serial Killer: Minha História de Fé, Amor e Superação, lançado em 2019.

Hoje em dia, Dennis Rader continua preso na Penitenciária de El Dorado. O serial killer só poderá obter liberdade condicional em 2180, ou seja: morrerá na cadeia.

Além do filme O Assassino de Clovehitch, a história do serial killer BTK inspirou a série Mindhunter, também disponível na Netflix.

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