As 10 piores séries já produzidas no Brasil

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Enquanto os EUA ditam tendências no mundo todo com seus seriados, o Brasil é conhecido lá fora pela qualidade de suas novelas. Volta e meia, porém, a TV tupiniquim também se anima a produzir histórias nesse formato tão consagrado no entretenimento norte-americano – algumas com bons resultados; já outras…

Abaixo, listamos dez ocasiões em que emissoras como Record, Band e até a Globo erraram feio a mão e produziram séries de que muita gente prefere nem se lembrar. Confira.

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Minha Vida é uma Novela

Em 2006, o SBT decidiu apostar novamente num formato antigo, que obtivera relativo sucesso na grade da emissora nos anos 70.

Tratava-se de um seriado unitário – cujos episódios tem histórias fechadas, sem relação uns com os outros – centrado em dramas reais, narrados por carta por diversos telespectadores e encenados pelos atores da casa.

Sílvia Abravanel (foto acima) era a apresentadora da atração, e Letícia Dornelles, a encarregada dos roteiros. Porém, com baixíssima audiência – que oscilava entre 2 e 4 pontos nos fins de tarde da emissora -, o programa acabou saindo do ar cerca de um mês após estrear.

Batendo Ponto

Ingrid Guimarães (à esquerda) foi a protagonista desta insossa série de Guel Arraes e José Lavigne, centrada no dia-a-dia de funcionários de um escritório.

A atração, que ia ao ar nas noites de domingo da Globo em 2011, carecia de atrativos e não caiu no gosto do grande público, chegando a amargar o quarto lugar de audiência, atrás do SBT, Record e até RedeTV!.

Inicialmente programada para ter no mínimo 12 episódios em sua primeira temporada, saiu do ar com apenas sete capítulos exibidos, e sem um desfecho.

Como Aproveitar o Fim do Mundo

Lembrados por trabalhos inspirados como Os Normais e Minha Nada Mole Vida, o casal Fernanda Young e Alexandre Machado errou a mão nesta comédia protagonizada por dois colegas de trabalho – papéis de Alinne Moraes (à direita) e Danton Mello (à esquerda) – que encaravam de formas diferentes a possibilidade de o mundo acabar, segundo a profecia maia tão comentada naquele ano de 2012.

A sitcom mais parecia uma reedição forçada e repetitiva de piadas e situações mostradas em séries anteriores da dupla, e acabou passando praticamente em branco na grade da Globo. Ainda assim, alcançou índices razoáveis da audiência e conseguiu até um remake norte-americano, No Tomorrow (2016) – esse sim, um grande fracasso de público.

O Dentista Mascarado

O pior trabalho de Young-Machado, no entanto, viria somente um ano depois, quando ambos tiveram a infeliz ideia de produzir O Dentista Mascarado.

A série trazia Marcelo Adnet (à direita), em sua estreia na Globo, vivendo um dentista medroso que acabava se transformando em super-herói. Repleta de exageros e cenas que, ao invés de risos, provocavam constrangimento, pagou mico na audiência e ficou marcada como a maior vergonha alheia do currículo dos autores.

As Aventuras de Tiazinha

No final dos anos 90, a Band resolveu aproveitar o sucesso da mascarada Tiazinha – que transformou Suzana Alves (foto acima) em símbolo sexual no extinto programada H, comandado por Luciano Huck na emissora – e lançar um seriado solo para a personagem.

A atração misturava humor, aventura e ficção científica (!) e mostrava Tiazinha como uma super-heroína que lutava contra o crime numa cidade fictícia futurista. A péssima qualidade do roteiro e da produção, porém, resultaram em um quadro dos mais trashes já vistos na televisão brasileira – até porque o desempenho artístico de Suzana tampouco ajudava.

Turma do Gueto

O seriado, produzido e exibido pela Record entre 2003 e 2004, o pagodeiro e apresentador Netinho de Paula teve a ideia de produzir um seriado que refletisse a realidade de moradores da periferia dos grandes centros brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

À época, a produtora Casablanca – responsável pela execução do programa – não gozava da mesma qualidade técnica que apresenta nas novelas atuais do canal de Edir Macedo, o que refletiu na qualidade sofrível do programa, desde a parte técnica até o texto e o desempenho do elenco.

Miguelito

Uma das experiências mais mal-sucedidas da história da televisão brasileira, Miguelito foi concebido no ano de 2000 como uma espécie de versão brasileira do mexicano Chaves. O protagonista era um garoto órfão de dez anos – vivido por um ator adulto – que morava em uma vila, cercado de amigos e alguns ligeiros desafetos.

Dirigida por Milton Neves, a atração independente seria exibida pela Record, mas a emissora desistiu do projeto ao se deparar com a péssima qualidade dos episódios produzidos. Praticamente recém-inaugurada, a RedeTV! até resolveu dar uma chance a Miguelito e sua turma, porém acabou tirando o programa do ar um mês depois da estreia, por conta da audiência lá embaixo.

Vila Maluca

Alguns anos depois, a emissora de Marcelo de Carvalho resolveu apostar em outro “remake não-oficial” de Chaves – desta vez, com relativo sucesso.

Se a repercussão desta vez foi um pouco melhor, o mesmo não se pode dizer da qualidade do programa: com texto fraco, atuações idem e produção nem se fala, é de se surpreender que tenha alcançado certa repercussão, mesmo para os padrões da RedeTV!.

Mano a Mano

Mais uma obra da RedeTV! que não vingou. Mano a Mano trazia Sílvio Guindane na pele de um jovem morador de favela obrigado a conviver com o meio-irmão, um playboy recém-falido.

Apesar das boas atuações de parte do elenco, o programa era muito fraco e passou pela grade do canal paulista sem qualquer expressividade.

Donas de Casa Desesperadas

A versão nacional do seriado americano Desperate Housewives desembarcou cheia de pretensões na grade da RedeTV! (mais uma vez, ela). Pudera: da direção do consagrado cineasta Fábio Barreto ao elenco principal encabeçado por Sônia Braga e Lucélia Santos (no centro), tudo vinha com cara de que seria um arraso.

Ledo engano: ao reproduzir quase literalmente o roteiro e até os cenários originais, a história soou destoante da realidade brasileira e não convenceu. Como a série era gravada em Buenos Aires, parte do elenco secundário e de apoio era formado por atores argentinos, dublados em português por outros nomes, o que acentuou o gosto de estranheza.

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