O mundo da TV pode estar mais produtivo do que nunca, mas mesmo assim os cortes são inclementes quando a audiência não responde ou algum outro fator interfere na produção.

As 10 maiores mortes nas séries de TV em 2017

2017, como de costume, trouxe o cancelamento de muitas séries amadas pelos fãs, então resolvemos reunir as mais lembradas delas em uma lista.


Confira:

GIRLS | A criadora Lena Dunham foi quem decidiu que a dramédia sobre a vida de amigas nova iorquinas de vinte e poucos anos deveria acabar na sexta temporada, exibida nesse ano. Sempre polêmica, a série finalizou com 10 episódios tocantes, mas previsivelmente controversos, incluindo uma gravidez inesperada para a protagonista.

2 BROKE GIRLS | O império de sitcoms tradicionais da CBS diminuiu um pouco com o cancelamento de 2 Broke Girls, conhecida por aqui como Duas Garotas em Apuro. Após seis temporadas e 137 episódios, Max e Caroline não estavam mais tão quebradas quanto no começo da série, mas continuavam hilárias.

ORPHAN BLACK | Os criadores John Fawcett e Graeme Manson resolveram fechar a trama, em anúncio que fizeram ainda em 2016, com a quinta temporada. Após 50 episódios alucinantes, a saga das clones e sua líder, Sarah, chegou a um final apropriadamente épico em que elas tiveram que confrontar o maligno fundador da Neolution.

BONES | Os fãs deram adeus a uma das séries de investigação mais longínquas da TV nesse 2017: trata-se de Bones, sobre a antropologista Dra. Temperance Brennan (Emily Deschanel) e suas consultas com o FBI para resolver crimes através dos restos mortais das vítimas. Com nada menos que 245 episódios exibidos em 12 temporadas, a série deixará saudades em muita gente.

GRIMM | Após seis temporadas e 123 episódios dando vida sombria às lendas dos Irmãos Grimm, a série Grimm, sobre um descendente dos lendários contadores de histórias tendo que caçar monstros terminou com uma leva explosiva de episódios exibida entre janeiro e março para fechar a trama.

Pretty Little Liars

PRETTY LITTLE LIARS | As maquinações do vilão A e seus “derivados” estavam começando a parecer bizarras demais até para uma novelinha adolescente como Pretty Little Liars, que fechou sua deliciosa (ainda que frustrante) jornada na TV após sete temporadas e 161 episódios, certamente um número respeitável.

The Strain

THE STRAIN | A série de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan sobre vampiros dominando Nova York em um cenário pós-apocalíptico terminou após quatro temporadas no ar e 46 episódios – parece uma vida curta, mas Del Toro e companhia fizeram o máximo com o tempo que foram dados, e fecharam a história com dignidade.

Justin Theroux

THE LEFTOVERS | A curiosa história de The Leftovers, que começa com um evento à la “apocalipse bíblico” em que uma parte da população simplesmente desaparece, aparentemente arrebatada para o céu, se finalizou com uma terceira temporada que figurou entre as mais celebradas do ano. Foram 28 episódios no total.

THE VAMPIRE DIARIES | A série que virou mania pouco depois de sua estreia, no meio da febre de vampiros adolescentes começada por Crepúsculo, seguiu por nada menos que oito temporadas e 171 episódios, sobrevivendo à saída de sua protagonista e ao êxodo em massa de espectadores que deixou só os fãs fiéis em frente à TV.

Episódio final de Teen Wolf

TEEN WOLF | No caso dessa aventura da MTV sobre um jovem lobisomem lutando contra várias ameaças sobrenaturais, o problema foi mesmo que, após seis temporadas e 100 episódios, os atores haviam crescido além dos papéis (em idade e em fama). A fim de dar um final digno à trama, o criador Jeff Davis decretou que o sexto ano seria o último.

The Mindy Project

THE MINDY PROJECT | “Salva” pelo Hulu após o cancelamento na Fox, The Mindy Project continuou firme e forte em seu charmoso tom de comédia romântica. A criadora e estrela Mindy Kaling, no entanto, decidiu que a sexta temporada era o momento certo para finalizar a história de sua médica – após 117 episódios.

Ichabod em Sleepy Hollow

SLEEPY HOLLOW | A série da Fox bem que tentou, mas não conseguiu se recuperar da enorme decepção com a qual os fãs saíram da segunda temporada, após um primeiro ano empolgante. A emissora insistiu no projeto até a quarta temporada, quando, após 62 episódios, resolveu finalmente cancelar a história sobre um herói da Guerra Civil ressuscitando para salvar o mundo do apocalipse.

BATES MOTEL | Esse ousado prelúdio de Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, jogou no lixo toda a tradição da trama, mas conseguiu não enfurecer os fãs o bastante para durar cinco temporadas e 50 episódios. A série recontou a trama do filme de sua própria forma na temporada final, escalando, por exemplo, a popstar Rihanna no papel da vítima Marion Crane.

Salem

SALEM | Esse drama sobre bruxas em Salem, nos EUA, onde os infames tribunais contra feitiçaria foram conduzidos pela Igreja Católica, durou apenas três temporadas, deixando alguns fãs órfãos de um final mais definitivo. No total, 26 episódios foram produzidos pela emissora WGN America.

American Crime – 3ª temporada

AMERICAN CRIME | Aclamada pela crítica e faturando Emmys em massa para a ABC, essa antologia criminal não era muito assistida, o que assinou sua sentença de morte após uma polêmica e (muitos diriam) inferior terceira temporada. No total, apenas 29 episódios foram produzidos.

24: Legacy

24: LEGACY | Entre as estreantes de destaque que não colaram está esse derivado de 24 Horas, que tentou recomeçar a enormemente bem sucedida franquia para a Fox com um novo protagonista, feito por Corey Hawkins (The Walking Dead). O público não comprou o reboot, que foi cancelado após apenas 13 episódios.

Dia de Treinamento

DIA DE TREINAMENTO | Infelizmente, não foi a audiência ou a crítica que afundou essa tentativa de transformar o filme de 2001 em série – ao invés disso, foi a tragédia da morte de seu protagonista, o talentoso Bill Paxton, que fez com que a CBS exibisse apenas 13 episódios da produção.

POWERLESS | Essa adiada e reimaginada produção da DC foi a primeira aposta flagrantemente errada da companhia na TV. Estrelada por Vanessa Hudgens, Danny Pudi, Christina Kirk, Alan Tudyk e outros astros da comédia, essa história sobre uma companhia de seguros especializada em danos causados por super-heróis exibiu apenas 12 episódios.

O NEVOEIRO | Em um ano tão incrível para Stephen King (It: A Coisa, Mr. Merecedes, Jogo Perigoso, 1922), é claro que uma produção tinha que fracassar – e O Nevoeiro, adaptação do canal Spike para o clássico do escritor, ficou com essa honra dúbia. Em 10 episódios, a série despedaçou a memória do conto de King e do filme de 2007 e foi cancelada logo depois.

EPISODES | O eterno Joey de Friend, Matt LeBlanc, encontrou uma segunda série de grande sucesso em Episodes, na qual interpretou uma versão bizarra de si mesmo atormentando dois produtores britânicos. Após 41 capítulos, a saga dos três chegou a um fim na Showtime com uma das temporadas finais mais elogiadas do ano.

BLOODLINE | A Netflix deu um fim em seu drama familiar de prestígio, que durou três temporadas e 33 episódios. A série teve um final definitivo, mas muitos fãs reclamaram que queriam ver mais da família Rayburn, como costuma acontecer com as séries da Netflix que acham um público bem específico, mas não fazem grande sucesso.

Haters Back Off

HATERS BACK OFF | Outro corte da Netflix foi essa comédia estrelada pela Youtuber Miranda Sings. Quando a segunda temporada foi recebida com frieza pelo público e desprezo pela crítica, a plataforma de streaming resolveu cortar a comédia após apenas 16 episódios no total.