Amar ou odiar o seu trabalho pode ser uma questão definida por vários fatores: Você pegou esse trabalho por necessidade? Vocação? Afinidade? Acaso?

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Como sempre, o mundo das séries materializa e representa todas essas possibilidades. Conheça 5 personagens que amam o seu trabalho – e 5 que odeiam:


AMAM – Charles Boyle (Brooklyn Nine-Nine) | Ninguém no esquadrão de policiais de Brooklyn Nine-Nine parece odiar o seu trabalho, mas ninguém é tão empolgado sobre ele quanto Charles Boyle, personagem do ótimo Joe Lo Truglio. A animação para criar disfarces elaborados e sair para investigações em parceria com o melhor amigo, Jake (Andy Samberg), é a marca de alguém que realmente ama o que faz.

AMAM – Frances (Divorce) | Quando a série começou, Frances (Sarah Jessica Parker) não só estava presa em um casamento infeliz, como também em um emprego que odiava, e que mantinha só para sustentar a família enquanto o marido, Robert (Thomas Haden Church), afundava em seu negócio de reformar e vender casas. Com o passar dos episódios, Frances deixou seu emprego e abriu uma galeria, demonstrando que sua verdadeira paixão sempre foram as artes plásticas.

AMAM – Nova (Queen Sugar) | Os três irmãos Bordelon gostam e são bons no que fazem – Charley (Dawn-Lyen Gardner) é uma empresária implacável, e Ralph-Angel (Kofi Siriboe) um fazendeiro exemplar. No entanto, é a paixão de Nova (Rutina Wesley) pelo jornalismo de intenso comprometimento social que pratica que se destaca na série, e a maioria das tramas envolvendo conflitos profissionais vão para ela, e não para os irmãos.

Nicole Kidman em Big Little Lies.
Nicole Kidman em Big Little Lies.

AMAM – Celeste (Big Little Lies) | Um dos sinais mais claros que o relacionamento de Celeste (Nicole Kidman) e Perry (Alexander Skarsgard) não era nada saudável é que ele fez com que ela largasse o trabalho que ela amava, como advogada. Quando Celeste “sai da aposentadoria” como favor para a amiga Madeline (Reese Witherspoon), fica claro o quanto ela é boa no que faz, e o quanto se sente bem fazendo.

Cosima em Orphan Black

AMAM – Cosima (Orphan Black) | Ah, Tatiana Maslany… O brilhantismo da atuação da moça em suas muitas personagens de Orphan Black está nos detalhes, na construção cuidadosa de cada um dos clones que levam seu rosto. No caso de Cosima, é o brilho nos olhos que vemos quando ela está trabalhando em sua pesquisa genética – não é só porque aquela pesquisa pode curá-la, mas porque ela ama o que faz.

ODEIAM – Annie (Good Girls) | Essa estreia da NBC vale muito a pena a conferida – nela, Annie (Mae Whitman), Ruby (Retta) e Beth (Christina Hendricks) se envolvem em uma trama complicada de criminalidade após assaltarem um mercadinho para resolver alguns problemas sérios. Annie é uma personagem especialmente envolvente, ajudada pela performance incrível de Whitman, que há muito merecia um papel a sua altura – e, aliás, ela é caixa do mercadinho que as moças assaltam.

ODEIAM – Greg (Here and Now) | Os membros da disfuncional família Boatwright-Bayer, protagonistas de Here and Now, estão todos mais ou menos satisfeitos com seus caminhos profissionais – todos menos Greg (Tim Robbins), o patriarca, que passa por uma crise de meia-idade e descobre que está entediado e deprimido com o seu trabalho no meio acadêmico. Um filósofo de um livro só (um best-seller), Greg é um dos personagens mais “perdidos” da TV.

ODEIAM – Mitchell (Modern Family) | Assim como ocorre em Here and Now, a maioria dos membros da família Pritchett em Modern Family parece bastante satisfeita com seus trabalhos. A exceção dessa vez é Mitchell (Jesse Tyler Ferguson), que nunca expressou afeição por seu trabalho como advogado, e parecia especialmente deprimido quando trabalhava com divórcio.

ODEIAM – Christy (Mom) | No outro lado do espectro temos Christy (Anna Faris), que sonha em entrar na faculdade de direito e se tornar uma advogada, mas está presa desde a primeira temporada em um emprego do tipo “sem-futuro” em um restaurante. Vamos torcer para que Christy deixe a tão odiada profissão de garçonete para trás em algum momento da série!

Mr. Robot

ODEIAM – Elliott (Mr. Robot) | Talvez a expressão mais radical de desdém e ódio pelo trabalho na TV aconteça em Mr. Robot, que pressiona o espectador com a (muito real) noção de que o mercado de trabalho é desenhado para “massacrar”, emocional e fisicamente, os indivíduos. O Elliott de Rami Malek percebe isso particularmente, e já que estamos dentro de sua mente a maior parte do tempo, nós também.