Os temidos series finale, quando uma série precisa fechar sua narrativa (planejadamente ou não), são sempre episódios polêmicos – afinal, fãs investiram quantidades enormes de tempo na produção televisiva, e querem se ver satisfeitos com o fim da estrada.

5 finais de séries que os fãs amaram – e 5 que os fãs odiaram

No entanto, muitas vezes o ódio imediato a um episódio final não se sustenta com o passar dos anos, porque a obra como um todo começa a ser vista de forma diferente. De uma forma ou de outra, foi isso que aconteceu com essas séries:


TRUE DETECTIVE | Após oito episódios e muitas viagens no tempo entre passado e presente, os fãs de True Detective talvez estivessem esperando uma conclusão mais definitiva para o mistério investigado por Rust e Marty na primeira temporada. No entanto, o autor Nic Pizzolatto acertou em cheio ao não ligar para as expectativas e fundar seu finale na jornada dos personagens, e em sua profunda meditação sobre a natureza do bem e do mal. Um pouco de mistério não faz mal a ninguém.

LOST | “Um pouco de mistério não faz mal a ninguém”, aliás, é o que muitos fãs de Lost precisava ouvir ao digerir o episódio final da trama. Após seis temporadas escondendo o verdadeiro significado ou natureza da ilha, Lost apresentou um finale místico, emocional e intenso, que deixou mais perguntas do que respostas. J.J. Abrams e suas amadas mystery boxes, em algum lugar por aí, estão rindo de satisfação.

SEINFELD | Quando os protagonistas de Seinfeld foram condenados por sua “indiferença” e acabaram a série na cadeia, muitos fãs do programa chiaram como se não estivessem assistindo, há nove temporadas, uma sitcom essencialmente subversiva. Seinfeld, o “show sobre o nada” dos anos 1990, se tornou definitivamente sobre alguma coisa quando acabou por condenar seus protagonistas por suas ações de forma tão radical.

O final de Família Soprano

FAMÍLIA SOPRANO | O ápice dos finais em aberto da televisão, Família Soprano é considerada por muitos uma série perfeita – até o momento em que decidiu cortar para os créditos no episódio final. Sem sabermos o destino de Tony Soprano, a série nos deixa imaginar o que teria acontecido com o mafioso, que muitos imaginam que foi assassinado segundos depois do corte. É uma provocação certeira.

MAD MEN | O retiro de Don Draper (Jon Hamm) para uma comuna hippie, e seu “momento eureka” bem no finalzinho do episódio derradeiro de Mad Men pode ter parecido uma saída fácil para alguns fãs na época, e um final sem nenhum acontecimento “bombástico”. No entanto, as profundas feridas e significados que esse momento simbolizam para Don, seu trabalho, sua família e a organização de sua vida, ainda estão sendo cuidadosamente “desembrulhados” pelos críticos que reveem o legado da série.

The Good Wife

THE GOOD WIFE | Ah, o infame tapa. Quando Alicia Florrick recebe um parcialmente merecido “tapão” na cara de Diane, The Good Wife corta para os créditos pela última vez com a ousadia de uma série que revolucionou os dramas de tribunal e as protagonistas femininas profissionais na TV. O final enfureceu muitos fãs, mas representa o fechamento de tantos arcos emocionais dentro da trama que é impossível não pensar que ele será reavaliado em breve.

Sons of Anarchy

SONS OF ANARCHY | O sacrifício de Jax Teller, incapaz de fugir da polícia, é o momento mais controverso de uma série que largamente agradou e cedeu às vontades de seus fãs enquanto esteve no ar. A escolha do criador Kurt Sutter de acabar a história dessa forma permite, no entanto, que o espírito de Sons of Anarchy fique eternizado: a morte de Jax é filmada e vista em tom desafiante, quase triunfante, e não trágico.

Claire Bennet em Heroes

HEROES | Muito se critica Heroes em todas as suas decisões criativas após a incrível primeira temporada – na maioria das vezes, justamente. No entanto, há um pouco de maldade desnecessária com o finale da quarta temporada, a última da série, onde finalmente vemos Claire se revelar (e, por tabela, a todos os outros heróis) aos humanos sem poderes. É um fechamento de arco habilidoso, e um final perfeito para uma série (para lá de) imperfeita.