Criatividade demais? Séries de drama que viram ficção científica, comédias de ensino médio em que personagens viram vice-presidentes dos EUA e ganham programas de televisão… Às vezes, parece que o caso de séries que tomam caminhos inesperados é mais que os roteiristas não estão nem aí para a coerência mesmo.

10 séries que usaram a reviravolta do “eles estavam mortos o tempo todo!”

Confira:


HEROES | Embora sempre tenha sido uma série de fantasia, essa produção da NBC famosamente “escapou das rédeas” após a greve dos roteiristas, começando com uma 2ª temporada apressada que ditou o tom dos arcos que vieram a seguir. No ritmo acelerado e mal-escrito das temporadas seguintes, as transformações, mortes e redenções de um Heroes melodramático foram parar bem longe de onde os fãs esperavam.

SLIDERS | Embora tenha durado cinco temporadas, a maioria dos fãs de Sliders (1995-2000) prefere as duas primeiras, que confiam mais na premissa inicial da série, sobre um grupo de amigos que viaja de um universo paralelo para outro em busca de seu lar. Os episódios seguintes incluíram uma raça alienígena maligna, uma mudança total de personalidade do protagonista feito por Jerry O’Connell e um final decepcionante.

BAYWATCH NIGHTS | A Baywatch original ficou nada menos que 11 temporadas no ar, se confrirmando como uma das séries mais populares de todos os tempos, mas esse spin-off hoje totalmente esquecido mostrava o personagem de David Hasselhoff desistindo de ser salva-vidas para começar uma agência de detetives – o curioso é que em apenas duas temporadas, os criadores acharam uma boa ideia incluir elementos fantasiosos como alienígenas surfistas, sereias assassinas, vikings descongelados e clonagens!

Os polêmicos momentos finais de Lost

LOST | O show excitante e cerebral que é o piloto duplo de Lost não foi uma boa prévia para a série dramática, estruturalmente ousada e emocional que viria depois dele. Os fãs foram pegos de surpresa com a transformação lenta de um para o outro, culminando em um final que muita gente odeia (e muita gente ama). De qual lado você está?

Felicity

FELICITY | É curioso pensar que, antes de Lost e Fringe, J.J. Abrams teve mão em Felicity, uma série que originalmente era um ótimo drama adolescente sobre uma garota universitária que se muda de cidade para seguir o rapaz que acha ser o amor de sua vida. No entanto, em certo ponto da série, Felicity conhece uma bruxa, que a manda de volta no tempo para alterar as próprias decisões. É uma reviravolta no mínimo inesperada.

TRUE BLOOD | No início, nas temporadas de fato baseadas nos livros originais, True Blood era um “antídoto” para o pastiche adolescente de Crepúsculo – uma série inteligente, divertida e sexy sobre vampiros. No entanto, quando o criador Alan Ball começou a se aventurar em tramas próprias, a série fugiu à mão, introduzindo lobisomens, fadas e outras criaturas, além de mudar fundamentalmente os personagens.

GLEE | Não é a toa que, quando Glee terminou em 2015, o sucesso estava muito, muito longe daquele que conseguiu nas primeiras temporadas. O musical de Ryan Murphy perdeu o charme adolescente e se tornou uma série fantasiosa, onde Rachel tinha seu próprio talk-show, Sue era vice-presidente e o verdadeiro pai de Brittany era… Stephen Hawking?