Feliz Dia do Orgulho LGBTQ+! O dia 28 de junho marca a data internacionalmente, com o mês de junho sendo considerado mês do orgulho como um todo.

Dia do Orgulho Gay: 10 famosos brasileiros que saíram do armário

Para comemorar, o Observatório do Cinema selecionou 12 filmes LGBTQ+ que valem a pena ser vistos. Escolha um e aproveite o dia!


COM AMOR, SIMON | O agradável best-seller de Becky Albertalli se torna um filme similarmente aprazível, que preenche o buraco na filmografia americana para comédias românticas com personagens principais LGBTQ+. Pode ser que Com Amor, Simon seja ingênuo e idealista demais para o seu próprio bem, mas vale pensar a influência positiva que ele pode ter, e nada paga a performance central para lá de carismática de Nick Robinson.

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUARA verdadeira obra-prima LGBTQ+ da atualidade, Moonlight: Sob a Luz da Luar merecidamente levou o Oscar de Melhor Filme em 2017. Com uma narrativa tão épica quanto íntima, e o faro cinematográfico do estupendamente talentoso Barry Jenkins na direção, o filme traduz angústias e desejos em filme como poucos outros, LGBTQ+ ou não, fizeram antes. Um espetáculo de cores e sentimentos, Moonlight não será esquecido tão cedo.

CAROLTodd Haynes, um dos melhores cineastas em atividade, também é um homem gay. Seu Carol explora o caso de amor entre Therese (Rooney Mara) e a personagem título (Cate Blanchett) seguindo de perto a obra-prima de Patricia Highsmith, e adicionando a ela uma visão única da época em que a história está inserida e dos caminhos que essas duas encontram para ficarem juntas.

TANGERINEO diretor Sean Baker aponta suas câmeras (de iPhone!) para duas prostitutas transgênero em Los Angeles em uma véspera de Natal especialmente movimentada. Mya Taylor e Kiki Rodriguez trazem impressionante autenticidade para os papéis, mostrando porque Hollywood precisa escalar mais pessoas trans para interpretar personagens trans.

ME CHAME PELO SEU NOMEAos 89 anos, James Ivory entrega mais um clássico para a filmografia LGBTQ+ (é dele Maurice, de 1987), uma adaptação do incandescente e complexo romance de André Aciman sobre um jovem que se apaixona pelo estagiário de seu pai em um verão na Itália. O diretor Luca Guadagnino traduz tudo em imagens à flor da pele que criam um dos pedaços de cinema mais impressionantes dos últimos anos.

WEEKENDAntes de criar a série Looking para a HBO, Andrew Haigh retratou o encontro entre dois homens gays com suas próprias questões de identidade em Weekend, de 2011. Esse filme modesto, porém brutalmente honesto, floresce tanto nos longos diálogos entre os personagens principais (os ótimos Tom Cullen e Chris New) quanto nas despudoradas cenas de sexo que eles estrelam.

CORPO ELÉTRICO | O representante brasileiro da lista mostra que podemos ter orgulho do nosso cinema – a estreia de Marcelo Caetano nos longas-metragens é cheio de energia, autenticidade e originalidade. Mostrando quase sem filtros o cotidiano de personagens LGBTQ+ de classe operária, Caetano revela identidades e dilemas até então escondidos da tela grande.

EU MATEI A MINHA MÃE | Longa de estreia de Xavier Dolan, que tinha apenas 19 anos quando dirigiu, escreveu e estrelou Eu Matei a Minha Mãe, esse filme autêntico e enérgico mostra a relação complicada entre o adolescente Hubert (Dolan) e sua mãe, Chantale (a excepcional Anne Dorval). Embora irregular em seu ritmo, o filme traz cenas que mostravam o nascimento de um grande talento.

TODA FORMA DE AMORPouco após a morte de sua mãe, Oliver (Ewan McGregor) precisa lidar com duas revelações do pai, Hal (Christopher Plummer, justamente oscarizado pelo papel): ele tem um câncer terminal, e é gay. Os acontecimentos engatilham realizações na vida de Oliver, que vê por outros olhos a trajetória dos pais e os paralelos com a sua – trabalho supremamente sensível de Mike Mills.

LOVESONGEsse queridinho do Festival de Sundance retrata a complexa relação entre duas melhores amigas, interpretadas brilhantemente por Riley Keough e Jena Malone – enquanto seguem uma vida heterossexual socialmente demandada, elas percebem que são perdidamente, curiosamente apaixonadas uma pela outra. O filme de So Yong Kim encontra um sentimento agridoce nessa paixão.

DESOBEDIÊNCIA | O filme sobre o qual todo o público LGBTQ+ está falando em 2018. Rachel McAdams e Rachel Weisz são duas mulheres parte de uma comunidade judaica ortodoxa com visões nada favoráveis da homossexualidade. Weisz interpreta a “ovelha negra” da família, que volta para a comunidade para o enterro do pai e se reconecta com sua antiga paixão, McAdams.

FELIZES JUNTOSO cineasta Kar Wai Wong é famoso por retratar o amor em todas as suas encarnações distintas, e o excelente Felizes Juntos, de 1997, é a sua abordagem do amor homossexual. Aqui, acompanhamos dois homens chineses que se mudam para a Argentina, mas veem o seu relacionamento lentamente se dissolver quando chegam lá – o filme então acompanha a vida separada dos dois.

Canal Brasil celebra mês do orgulho LGBTQ+ através do cinema brasileiro