Em Desobediência, Rachel Weisz interpreta uma mulher que foi sumariamente expulsa de sua comunidade, estritamente religiosa, ao revelar a paixão por uma colega de infância (Rachel McAdams). Quando ela retorna para o funeral do seu pai, o romance é retomado.

Desobediência | Rachel Weisz e Rachel McAdams se beijam em picante pôster e trailer nacionais

O filme de Sebastián Lelio, seu primeiro desde que Uma Mulher Fantástica ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, se tornou um dos mais elogiados do ano – e estreia nessa quinta (21) no Brasil.


Antes de sua sessão, confira os melhores filmes lésbicos da história:

CAROL (2015) | O diretor Todd Haynes (Não Estou Lá, Velvet Goldmine) adaptou o clássico livro de Patricia Highsmith com ajudas valiosas da roteirista Phyllis Nagy e das atrizes Cate Blanchett e Rooney Mara, e o resultado foi um dos grandes filmes de 2015, e um dos romances lésbicos mais épicos da história do cinema.

LIGADAS PELO DESEJO (1996) | Antes de dirigirem Matrix, Speed Racer ou Sense8, as Wachowski estrearam com esse thriller romântico em que Jennifer Tilly e Gina Gershon se apaixonam e tramam para roubar alguns milhões do namorado criminoso de uma delas. A linguagem única das Wachowski, assim como sua sexualidade à flor da pele, já predominam aqui.

BEIJANDO JESSICA STEIN (2001) | Jennifer Westfeldt estrelou e coescreveu essa comédia romântica que subverte as expectativas ao mostrar a personagem título, que até então se considerava heterossexual, caindo de amores por Judy Stein (Tovah Feldshuh). Beijando Jessica Stein se tornou um clássico cult para os admiradores de filmes LGBQ+, e não é por menos.

PARIAH (2011) | Antes de dirigir Mudbound para a Netflix, Dee Rees comandou e escreveu o largamente autobiográfico Pariah, em que acompanhamos uma jovem negra da periferia americana que se descobre lésbica. Na pele da jovem Alike, Adepero Oduye é mais uma revelação negra que Hollywood se recusou a explorar por todo o seu potencial dramático.

LIVRANDO A CARA (2004) | A diretora/roteirista Alice Wu não conseguiu financiar outro filme depois da estreia com Livrando a Cara, um raro filme que explora a vida de mulheres lésbicas asiáticas. É uma pena, porque aqui ela demonstra um toque leve e habilidoso, trazendo o conflito entre filha LGBTQ+ e mais conservadora para a frente da história.

AMIGAS DE COLÉGIO (1998) | Essa pérola sueco/dinamarquesa aborda a vida de mulheres lésbicas em cidades do interior onde a aparência é tudo. Elin (Alexandra Dahlström) é a garota popular que esconde sua sexualidade, enquanto Agnes (Rebecka Liljeberg) é a jovem pária que está apaixonada por ela.

HIGH ART: RETRATOS SUBLIMES (1998) | Você só conhece Ally Sheedy como a Ally de Clube dos Cinco, e Radha Mitchell como a moça de Terror em Silent Hill? Bom, está na hora de checar as duas grandes performances que elas entregam em High Art, o filme sobre a relação entre uma fotógrafa e uma jornalista que deu início à carreira de Lisa Cholodenko (Minhas Mães e Meu Pai).

LOVESONG (2016) | Essa preciosidade traz performances estupendas de Riley Keough e Jena Malone como amigas de longa data que se reencontram e se veem impossivelmente atraídas uma pela outra. O problema é que uma delas está para se casar, e Lovesong cria uma belíssima melancolia dos sentimentos expressados, mas inalcançáveis, dessas duas mulheres.