Vingadores: Ultimato é sem sombra de dúvidas um excelente filme. Uma das melhores produções que a Marvel Studios já trouxe, e um dos marcos para o cinema de quadrinhos recente.

Porém, como a maioria dos filmes, não é um trabalho perfeito. Aqui, separamos alguns elementos do longa da Marvel que não foram satisfatório.

Confira abaixo.


A questão da viagem no tempo

É um ponto que pode ser discutido em literalmente qualquer filme de viagem no tempo (menos Primer, vejam Primer), e Vingadores: Ultimato não é exceção. O problema nem é que o filme assume uma versão mais “fácil” onde a interferência no passado não altera o futuro, mas sim que ele acaba quebrando essa regra e se contradizendo. O Capitão América envelhecido do final é a prova disso, já que – de acordo com a teoria do filme – aquilo não seria possível.

O humor

Um problema sistemático em praticamente qualquer filme da Marvel Studios, mas admito que é mais ameno em Vingadores: Ultimato. Porém, o longa força a barra. A cena em que o Homem-Formiga fica constrangido por não ter fãs querendo uma foto sua, ou a maquiagem exageradamente próxima de um filme de Eddie Murphy para deixar Thor gordo são alguns dos incômodos.

Ritmo e montagem

Vingadores: Ultimato é um filme de 3 horas, o que o torna longo. E por mais que o filme seja eficiente em manter-se dinâmico pela duração, o ritmo e a montagem têm alguns problemas, onde a história pode se arrastar um pouco até os pontos de trama começarem a acelerar.

O toque épico

O que a dupla de diretores Joe e Anthony Russo foi capaz de fazer com a organização e equilíbrio de todos os heróis em Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato é admirável. As cenas de ação também são divertidas pelo uso dos poderes variados dos heróis, mas confesso que queria um pouco mais de capricho. A origem da dupla na TV certamente traz uma visão mais limitada, e por mais que os Russos preencham o quadro com infinitos personagens e contem com uma trilha sonora épica, ainda falta um senso estético mais criativo. Os fãs vão me xingar, mas um exemplo disso é a escala mais caprichada e espetacular de James Wan em Aquaman.

Thanos

Guerra Infinita fez um trabalho formidável com o vilão Thanos, mas Vingadores: Ultimato fica bem abaixo nesse quesito. O fato de que Thanos é morto no começo do filme exige que o longa traga uma versão passada do vilão para enfrentar os heróis. Uma versão que, infelizmente, é menos complexa e mais maniqueísta do que aquela vista no filme anterior – e sem o mesmo impacto.

Final, mas não exatamente

Vingadores: Ultimato é mesmo o fim de uma era na Marvel Studios, mas é curioso enxergá-lo como conclusão quando há mais filmes da franquia vindo por aí. Inclusive ainda este ano, com Homem-Aranha: Longe de Casa chegando em alguns meses. Não é bem um demérito do filme em si, mas sim uma preocupação. Com viagem no tempo e multiverso agora na mesa, será que as mortes que temos no filme realmente são um ponto final? Porque até mesmo a Viúva Negra de Scarlett Johansson voltará ano que vem com seu filme solo…

Vingadores: Ultimato está em exibição nos cinemas.