O departamento de pesquisa da HBO merece todos os elogios pela maneira incrível como a história de Chernobyl vem sido construída.

A minissérie arrancou elogios dos críticos mais exigentes por sua preocupação em mostrar detalhes minuciosos do que realmente aconteceu durante o pior acidente nuclear da história da humanidade.

A maioria dos personagens de Chernobyl são baseados em pessoas reais, e a grande parte dos eventos mostrados realmente aconteceu em Pripyat.


Confira abaixo os 7 momentos mais chocantes de Chernobyl que realmente aconteceram na vida real!

O governo soviético tentou encobrir o desastre

É consenso histórico que o governo soviético tentou encobrir o desastre de Chernobyl. O clima na época era de Guerra Fria, e a última coisa que a União Soviética precisava era um desastre nuclear em suas mãos, já que o partido Comunista se orgulhava da potência energética soviética. Até mesmo o engenheiro chefe na usina nuclear se negou a acreditar que o núcleo que reator havia explodido, mesmo após relatos de testemunhas oculares. Mesmo tentando encobrir o acidente, o governo teve que agir rápido para evitar a disseminação da radiação e a contaminação de grande parte da Europa. A evacuação de Pripyat, por exemplo, só começou 36 horas após a explosão do reator.

Sacrifício dos trabalhadores

Em vários momentos da série, os responsáveis pelos esforços de contenção do acidente, como Valery Legasov e Boris Scherbina, refletem sobre o fato de estarem enviando homens para a morte. Isso realmente aconteceu. Na época do acidente, mais de 100 pessoas envolvidas diretamente na usina nuclear morreram pelos efeitos da radiação. Com o tempo, o número de mortes foi crescendo exponencialmente. Anos após o acidente, cerca de 90 mil cidadãos soviéticos morreram com sintomas relacionados ao acidente. Como Legasov explicou, aqueles que não morrem imediatamente após a exposição ao material radioativo, estão condenados a morrer de câncer anos depois.

Manipulação de informação

Para proteger o Sistema Nuclear Soviético, o governo comunista tentou divulgar que os efeitos da radiação não eram tão perigosos assim. Altos oficiais do governo apoiavam cientistas que afirmavam que a radiação de Chernobyl era tão inofensiva quanto um Raio X. O momento foi mostrado no segundo episódio da série e realmente aconteceu na vida real.

Problemas na contenção

Os primeiros efeitos de contenção após a explosão do reator foram completamente inadequados, e sua maioria foi desempenhada por funcionários sem treinamento que apenas queriam ajudar como pudessem. Bombeiros combatiam as chamas sem proteção corporal ou máscaras contra a radiação. Funcionários do hospital trabalhavam sem luvas e grande parte dos oficiais do governo ignorava os fatos mostrados por cientistas.

A vigilância da KGB

Assim como tudo que acontecia na União Soviética, o desastre de Chernobyl também contou com a vigilância constante da KGB. A agência de segurança (e espionagem) vigiava diretamente todos os envolvidos na contenção do acidente, e chegou a prender Ulana Khomyuk por querer saber demais.

A evacuação

Ao invés de evacuar imediatamente as cidades próximas a Chernobyl, o governo preferiu impedir que as pessoas entrassem ou saíssem das cidades. Além disso, as linhas de telefones foram cortadas para “evitar a disseminação de desinformação”. Após grande insistências de experts em energias nuclear, a evacuação finalmente tem início. No entanto, centenas de pessoas morreriam por exposição excessiva à radiação, que poderia ter sido evitada se a evacuação começasse mais cedo.

Apenas o começo…

O episódio final de Chernobyl deve mostrar em parte os efeitos duradouros do desastre nuclear em Pripyat e toda a Ucrânia. Até hoje a área de Chernobyl é isolada, já que os níveis de radiação ainda vão demorar centenas de anos para serem controlados. No entanto, graças aos esforços de bravos representantes do povo soviético, a Europa inteira foi salva de uma onda destruidora da radiação, que poderia ter exterminado a vida em grande parte do continente.

Chernobyl é exibida pela HBO.