Fundada em 1997 na Califórnia, a Netflix conseguiu conquistar com inovação e sinergia o mercado dos streamings, área que se torna mais competitiva a cada dia. Atualmente, a plataforma conta com mais de 150 milhões de assinantes no mundo todo.

Conquistando particularmente os brasileiros, a Netflix se tornou sinônima ao ato de assistir filmes ou séries, especialmente as famosas maratonas.

Confira abaixo curiosidades interessantes sobre a Netflix, entre faturamento, polêmicas e segredos!


O modelo inicial

Como a Netflix foi fundada em 1997, é claro que o primeiro modelo de negócios da empresa não era uma plataforma de filmes online. A Netflix surgiu como um serviço de locação de DVDs pelo correio. Em 2010, a companhia se expandiu e criou sua plataforma de streaming, mantendo a área dos DVDs ativa até hoje. A expansão internacional também aconteceu em 2010, e a primeira série original da plataforma, House of Cards, foi lançada em 2013.

Barrada

O sucesso da Netflix é mundial, e a plataforma pode ser acessada em quase todos os países da Terra, com catálogo diferenciado para cada território. Porém, existem exceções. A Netflix não é disponibilizada na China por restrições do governo local. Já na Síria e Coreia do Norte, a plataforma não pode ser acessada por sanções do governo americano. Na Crimeia, região da Ucrânia, a Netflix é bloqueada por sanções da ONU.

América Latina

Os brasileiros amam a Netflix! Atualmente, a América Latina conta com o maior crescimento de mercado da plataforma. Embora a expansão da plataforma não tenha acontecido tão rápido quanto era desejado, ela conseguiu conquistar monopólio na região. Na época do lançamento do serviço de streaming no Brasil, a velocidade média da internet era um grande problema. Na época, apenas 20% da população tinha internet com velocidade maior que 500 kBs por segundo, e era preciso no mínimo 800kB para acessar o serviço. Com o tempo, a plataforma também começou a investir em séries originais e produtos voltados especificamente para o mercado latino-americano.

Processo judicial

Em setembro de 2016, a Netflix foi processada pela 20th Century Fox por uma prática conhecida como “poaching” ou “espezinhamento”. Segundo a ação, a Netflix “selecionou, recrutou e ‘roubou’ valiosos executivos da Fox ao induzí-los a romperem seus contatos com a emissora para trabalharem na plataforma”. O processo se referia especificamente à contratação de Tara Flynn e Marco Waltenberg, que na época ainda estavam sob contrato com a Fox. A Netflix respondeu com outra ação, acusando a Fox de dificultar a sua entrada no mercado competitivo do cinema e TV.

Maratonas

Com seu estilo de lançamentos diferenciado, a Netflix possibilitou o surgimento das “maratonas”, quando um espectado decide assistir vários episódios de uma série de uma vez. Segundo uma pesquisa da empresa Harris Interactive, conduzida em 2018, 61% dos usuários da Netflix têm o hábito de maratonar séries frequentemente. De acordo com a mesma pesquisa, 73% dos assinantes afirmaram já ter visto mais de 5 episódios de uma série de uma vez.

Categorias

Procurando investir em uma interface personalizada com sugestões para cada espectador, a Netflix investiu na criação de muitas categorias de filmes e séries, com o objetivo de fazer cada assinante encontrar o entretenimento perfeito. Segundo um artigo publicado pelo site The Atlantic, a plataforma conta com quase 77 mil categorias para incluir os inúmeros títulos da companhia.

Polêmica

Algumas das séries originais da Netflix foram criticadas por enredos problemáticos. A mais detonada é também uma das séries de maior audiência da companhia: 13 Reasons Why. A série que acompanha as repercussões do suicídio de uma jovem foi extremamente criticada por “glamourizar” o ato, e mostrá-lo com cenas explícitas sem a mínima responsabilidade. Segundo uma pesquisa publicada no ano passado, o número de suicídios e tentativas em adolescentes aumentaram após o lançamento da série. Para contornar as críticas, a Netflix reeditou a cena do suicídio de Hannah na primeira temporada.