Em Supernatural, seres míticos e sobrenaturais protagonizam alguns dos episódios mais icônicos. A série consegue utilizar lendas antigas e personagens da mitologia em um contexto bem atual, com modificações interessantes.

É claro que, em uma série, criaturas míticas e mitológicas não são representadas da mesma maneira que eram descritas e textos antigos, por razões práticas e narrativas.

Confira abaixo algumas características de seres míticos mostrados em Supernatural que são diferentes na mitologia original!


Vampiros

Vampiros são as criaturas sobrenaturais mais famosas do mundo, principalmente por suas representações na cultura pop. Em Supernatural, eles têm todos os dentes pontiagudos, e não são afetados por suas fraquezas tradicionais, como cruzes, sol e alho. Nas lendas originais dos vampiros (as versões europeias), as criaturas também podiam ser paradas por sementes. Era só jogar um punhado de sementes no chão que o vampiro entrava em transe e não conseguia fazer nada até conseguir contar todas elas.

Banshee

Em Supernatural, as Banshees são espíritos malévolos que conseguem levar humanos à loucura e ao suicídio com seus gritos agudos. Na mitologia irlandesa, as criaturas são mais associadas ao luto e à tristeza do que atos de violência. Segundo as lendas ancestrais, Banshee é um tipo de fada que sempre é vista antes da morte de pessoas importantes, lamentando com gritos e choros assustadores. No entanto, a criatura na maioria das vezes não é vista como má.

Sleipnir

Na 13ª temporada de Supernatural, o público tem a possibilidade de conhecer Sleipnir, um dos filhos de Loki. Na mitologia nórdica, Loki é um deus extremamente interessante, com habilidades de mudança de forma, gênero e espécie. Em uma de suas aventuras, ele se transforma em uma égua, engravida e dá a luz a Sleipnir, um cavalo de 8 patas usado como montaria por Odin.

Crocotta

Introduzidos na terceira temporada, os Crocotta são criaturas que conseguem imitar o som de qualquer voz para atrair suas vítimas. A criatura vem da mitologia indiana, e diferentemente do personagem de Supernatural, é representada apenas como um cachorro. Ou seja, um cachorro que fala ou consegue imitar vozes. Pesquisadores acreditam que a lenda surgiu devido ao som emitido pelas hienas, que se assemelha a risadas humanas.

Dagon

Em Supernatural, Dagon é um dos Príncipes do Inferno. A personagem é um demônio, um demônio extremamente poderoso, mas ainda um demônio. Na vida real, Dagon era um Deus. As representações do ser divino são encontradas em imagens de mais de 4 mil anos, encontradas na Mesopotâmia. Segundo registros arqueológicos, Dagon era uma das principais divindades adoradas pelos fenícios e cananeus. O personagem até aparece na Bíblia, na trama da Arca da Aliança. Além disso, nos Mythos de H.P. Lovecraft, Dagon é uma criatura ancestral de poder imenso, relacionada ao oceano e ilhas perdidas.

Anjos

Em Supernatural, Anjos são representados como na maioria dos produtos da cultura pop: humanos com asas. No entanto, a Bíblia traz descrições BEM diferentes das criaturas divinas. Para começar, os anjos não aparecem tanto assim na Bíblia, sendo citados diretamente e descritos nos livros de Ezequiel, Daniel e Isaías. Os Querubins são descritos como criaturas com quatro asas, cascos de bronze e quatro rostos, um de leão, um de touro, um de águia de um de homem. Já os Ofanins, descritos no livro de Ezequiel, são apresentados como “rodas de fogo com milhares de de olhos”.

Raphael

O Raphael de Supernatural nunca foi um dos grandes vilões da série, mas deu grandes dores de cabeça os Winchester durante e após a trama do Apocalipse. O personagem foi apresentado como um anjo severo, sem senso de humor e com objetivos bem específicos. O Raphael da mitologia cristã é bem diferente. Entre os anjos citados na Bíblia, ele é o mais associado à cura, bondade e luz. Segundo as lendas, é ele quem resgata Ló e sua família da destruição de Sodoma e cura a cegueira de Tobias.

Azazel

Em Supernatural, Azazel é o Demônio dos Olhos Amarelos, o primeiro grande antagonista da série e responsável pela morte de Mary Winchester e pelos poderes psíquicos de Sam. Na mitologia cristã, Azazel é um anjo caído associado ao rito do “bode expiatório”. Segundo o Talmude, Azazel é o anjo encarregado de listas as falhas da humanidade e apresentá-las no tribunal divino após o apocalipse. Na época do Templo de Jerusalém, um bode era sacrificado para Yahweh e um para Azazel. Este, era enviando para morrer no deserto, levando junto de si os pecados de seu povo. Na demonologia medieval, Azazel era considerado um dos Sete Príncipes do Inferno, correspondente ao pecado capital da Ira.