Filmes da Marvel são muito populares desde o lançamento de X-Men, em 2000. O sucesso do longa-metragem, que hoje muitos argumentam que envelheceu mal, fez Hollywood abrir os olhos para a mina de ouro que eram os quadrinhos da Marvel.

Desde então, muito aconteceu, como a fundação do Marvel Studios e consequente criação do MCU. Enquanto isso, estúdios como Fox (que hoje também pertence à Disney, mesma casa do MCU), Universal e Sony trabalhavam em suas próprias produções.

Foram muitos altos e baixos, é claro, e filmes de qualidade verdadeiramente questionável não foram raros. Aqui listamos dez atuações que se salvaram em filmes muito pouco amados da Marvel.


Quarteto Fantástico – Chris Evans

A primeira tentativa de adaptação do Quarteto Fantástico da Fox conta com seus fãs, muito por conta do valor de nostalgia, mas é quase um consenso entre os fãs de quadrinhos da Marvel que não fez jus ao material original. Mesmo assim, o longa teve seus pontos positivos.

Um desses pontos foi a performance de Chris Evans como Tocha Humana, o alívio cômico da equipe. Sua dinâmica com Michael Chiklis, o Coisa, era verdadeiramente especial – e vale destacar que este também teve um bom trabalho, mas infelizmente foi muito prejudicado por maquiagem e próteses que pareciam amadoras.

X-Men Origens: Wolverine – Ryan Reynolds

X-Men Origens: Wolverine foi uma decepção tão grande que o próprio Hugh Jackman admitiu que ficou descontente com o longa. Mas olhando para trás, uma escolha do elenco foi extremamente inteligente.

Esquecendo um pouco o abominável Deadpool do terceiro ato, Ryan Reynolds provou ser uma ótima escolha nas primeiras cenas em que apareceu como Wade Wilson. Ele se conectou tanto com o personagem que, mais tarde, estrelou seus próprios filmes de Deadpool, que foram grandes sucessos de arrecadação.

Demolidor – Colin Farrell

Poucos filmes de super-herói do início dos anos 2000 são mais datados do que Demolidor: O Homem Sem Medo. As cenas de ação em câmera lenta, com muitos e muitos efeitos especiais, e a trilha sonora de rock denunciam claramente: é da geração de Matrix!

O filme foi detonado pelos críticos, que zombaram das risíveis tentativas de atuações sérias de Ben Affleck e Jennifer Garner. Em meio a esforços patéticos de trazer seriedade a um filme com roteiro recheado de diálogos simplesmente infantis, um nome se destacou: Colin Farrell.

O ator pareceu entender o mar de ideias ridículas em que estava e entregou uma atuação bastante excêntrica, sem se levar muito a sério, como o vilão Mercenário. Michael Clarke Duncan também não se saiu tão mal como Rei do Crime.

O Espetacular Homem-Aranha 2 – Emma Stone

A Sony tinha grandes esperanças com O Espetacular Homem-Aranha 2, mas apesar da boa arrecadação, o filme não correspondeu às expectativas. Foi a última aventura de Andrew Garfield como o Cabeça de Teia, antes de o personagem chegar ao MCU, com Tom Holland como intérprete.

Emma Stone já tinha provado ser uma ótima Gwen Stacy em O Espetacular Homem-Aranha, e também se destacou na sequência. Foi uma grande escolha para interpretar um dos maiores interesses amorosos do herói da Marvel.

Hulk – Nick Nolte

Por incrível que pareça, Hulk, lançado em 2003, foi comandado pelo aclamado cineasta Ang Lee. O diretor chegou para tentar fazer algo diferente com o Gigante Esmeralda, mas enquanto o filme tinha boas ideias, sofreu com escassez de ação e efeitos especiais que eram questionáveis até mesmo para a época.

Pode-se argumentar que todos os atores do elenco de Hulk são bons, como Eric Bana e Jennifer Connelly, e suas performances foram bastante decentes. Quem se destacou, porém, foi Nick Nolte, interpretando o maluco pai de Bruce, David Banner, com uma energia diabólica extremamente interessante.

Thor – Tom Hiddleston

Lançado em 2011, Thor não é exatamente ruim. Mas permanece como um dos capítulos mais esquecíveis e menos amados do MCU.

Esta primeira tentativa de adaptação de Thor do Marvel Studios tentou misturar seriedade com humor, com resultados mistos. O que é inquestionável, no entanto, é o carisma de Tom Hiddleston como Loki, que roubou a cena não apenas em Thor, mas também em outros filmes da Marvel dos quais participou.

Homem de Ferro 2 – Scarlett Johansson

Homem de Ferro 2 não deixou os críticos impressionados quando estreou em 2010. Na verdade, muitos acharam que era somente mais do mesmo.

Isso pode ser dito sobre o próprio Robert Downey Jr., que basicamente só repetiu o que havia feito no primeiro Homem de Ferro (mas trouxe ideias novas em aparições posteriores com os Vingadores). A grande novidade do elenco foi Scarlett Johansson como Viúva Negra, roubando a cena por seu estilo misterioso e habilidade com cenas de ação.

X-Men 3: O Confronto Final – Hugh Jackman

Os dois primeiros filmes de X-Men foram bem avaliados, mas o mesmo não pode ser dito sobre o último. X-Men 3: O Confronto Final chegou aos cinemas em 2006 com cenas de ação exageradas e se esquecendo de muitos dos elementos que tornaram os dois primeiros grandes sucessos.

Uma grande reclamação dos fãs da Marvel sempre foi o grande foco no Wolverine de Hugh Jackman, e isso é especialmente verdadeiro com X-Men 3: O Confronto Final. Mas ao menos ele faz o que pode: carrega o filme nas costas sempre que sua liderança é exigida.

Homem-Aranha 3 – Thomas Haden Church

Homem-Aranha 3 teve uma arrecadação extraordinária nas bilheterias, mas foi considerado uma decepção para a maioria dos fãs. O excesso de vilões e a insistência em escolhas realmente estranhas deixaram uma parte do público incomodada.

No entanto, um vestígio do que o filme poderia ter sido se os planos iniciais do diretor Sam Raimi fossem concretizados é o Homem-Areia. Thomas Haden Church entregou uma performance surpreendentemente emocional como um vilão que, no fundo, não era tão mau assim.

Homem de Ferro 3 – Robert Downey Jr.

Recentemente, surgiu na Internet uma discussão sobre qual seria o pior filme do MCU, e parece que Homem de Ferro 3 foi votado como o mais decepcionante. Isso claramente é muito subjetivo, mas dá para entender: depois de tudo o que foi prometido, Homem de Ferro 3 serviu como um banho de água fria.

Por outro lado, enquanto mencionamos anteriormente que Robert Downey Jr. esteve bastante repetitivo em Homem de Ferro 2, o mesmo não pode ser dito sobre a terceira parte da trilogia. Ao explorar um Tony Stark com estresse pós-traumático, mas tentando usar o bom humor para esconder seu trauma interior, Downey Jr. se reinventou no papel, e seu desenvolvimento até Vingadores: Ultimato não seria tão convincente se não fosse por seu trabalho em Homem de Ferro 3.