Com um mercado de streamings cada vez mais concorrido, a Netflix faz o que pode para continuar na liderança. A plataforma investe bilhões de dólares em conteúdo original todos os anos, objetivando dar aos fãs inúmeras opções de filmes e séries.

Uma empresa tão presente na vida das pessoas, no entanto, nunca é imune a polêmicas e controvérsias. Por se tratar de uma parte importante do mundo do entretenimento da atualidade, a Netflix já se envolveu em várias situações problemáticas.

Seja pelo conteúdo ou por problemas por trás das câmeras, muitas séries da Netflix já foram alvos de críticas e controvérsias. Algumas aproveitaram a situação e outras sucumbiram à ira do público.


Confira abaixo as séries mais polêmicas da Netflix!

Insaciável

Por duas temporadas, Insaciável acompanhou a história de Patty Bladell, uma adolescente que sofria com intenso bullying na escola por estar acima do peso. Obrigada a permanecer em uma dieta líquida por meses após um acidente bizarro, ela retorna – magra – em busca de vingança contra os valentões e garotas malvadas.

Criticada principalmente pela maneira insensível que lida com temas como excesso de peso e bullying, a produção foi acusada de passar mensagens perigosas para o público adolescente e incentivar distúrbios alimentares como bulimia e anorexia. Antes da estreia da primeira temporada, uma petição com mais de 100 mil assinaturas pedia que a plataforma desistisse do lançamento.

The Ranch

The Ranch foi por um bom tempo uma das sitcoms mais bem sucedidas da Netlix. Em março de 2017, a plataforma foi obrigada a lidar com mais um escândalo sexual envolvendo um dos protagonistas da série. Danny Masterson foi acusado de estupro por 5 mulheres e demitido pela plataforma em 2017.

Para piorar ainda mais a situação, Masterson tinha envolvimento com a Cientologia, que supostamente tentou impedir que as alegações fossem divulgadas. Em junho deste ano, o ator foi preso por estupro e assédio sexual.

House of Cards

A polêmica de House of Cards é bem conhecida pelo público. A pioneira produção da Netfix sofreu um enorme baque com as várias acusações de abuso e assédio sexual envolvendo Kevin Spacey, que na época interpretava o protagonista Frank Underwood.

A plataforma respondeu ao escândalo com firmeza, demitindo o ator da produção e elevando Robin Wright ao posto de personagem principal, na pele de Claire Underwood. Mesmo assim, a série contou com apenas uma temporada final após a demissão de Kevin Spacey.

The Crown

The Crown é uma das séries mais bem sucedidas da Netflix, mesmo tendo também uma das mais caras da plataforma. Aclamada por público e crítica, a série foca na vida e reinado da Rainha Elizabeth II, atual monarca do Reino Unido.

Em 2018, a série se envolveu em uma polêmica relacionada à disparidade salarial entre atores e atrizes. Foi noticiado que Matt Smith, que interpretou o Príncipe Philip, ganhava mais que Claire Foy, que viveu a protagonista Elizabeth. Foy ganhou 40 mil dólares por episódio, e o salário de Smith não foi revelado. Os produtores da série pediram desculpas e afirmaram que a próxima atriz escolhida para interpretar a Rainha receberia um salário igual ou superior ao do novo Príncipe Philip.

Atypical

Embora tenha feito sucesso com o público, Atypical foi muito criticada por publicações especializadas e entidades de apoio à pessoas com transtornos mentais. Atypical conta a história de Sam Gardner, um jovem com autismo e sua relação com a família, amigos e sociedade.

Segundo especialistas consultados por sites como The Telegraph e Teen Vogue, a caracterização do autismo na primeira temporada foi “estereotipada”, “clichê” e “irreal”. Além disso, a ausência de atores que realmente sofrem com autismo também foi questionada. A segunda temporada melhorou estes aspectos, e foi elogiada por seu comprometimento e atenção às críticas.

The Goop Lab

The Goop Lab, série documental produzida e criada por Gwyneth Paltrow, estreou na Netflix prometendo abordar uma série de métodos de terapia física e emocional não ortodoxos. A produção causou polêmica antes mesmo de estrear. Como uma empresa de entretenimento, a Netflix tem direito de colocar qualquer conteúdo no ar.

No entanto, a plataforma deve analisar os efeitos de um conteúdo fictício sendo divulgado como factual para um grande número de pessoas, dado o potencial da companhia. The Goop Lab foi extremamente criticada por promover “pseudociência”, e métodos que não tinham nenhuma comprovação real.

13 Reasons Why

Talvez a maior polêmica que a Netflix já se envolveu seja a de 13 Reasons Why. A série é uma das mais vistas da plataforma, e conta a história do suicídio da jovem Hannah Baker e suas repercussões em sua família e amigos. Na primeira temporada da série, a cena em que a protagonista comete o ato final foi extremamente criticada pela maneira irresponsável como trata o tema.

A sequência mostra em detalhes Hannah cortando seus pulsos e sangrando até morrer em uma banheira. Segundo especialistas e organizações de apoio à saúde mental, a cena “glamourizou” o suicídio e pode incentivar adolescentes a fazerem o mesmo.

De acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle de Doenças do Estados Unidos, o número de suicídios entre crianças e adolescentes (de 10 a 17 anos) no país aumentou 28.9% nos meses subsequentes ao lançamento da série. Embora a pesquisa não tenha afirmado que a série é a razão principal desse aumento, a Netflix reconheceu seu erro e modificou a cena no episódio em questão.