Lançado originalmente em 2007, Tropa de Elite se estabeleceu como um dos filmes brasileiros mais bem sucedidos de todos os tempos. Apresentado como uma peça crítica à ação violenta do BOPE no Rio de Janeiro, o filme foi interpretado por muitos espectadores como uma homenagem à polícia.

Tropa de Elite acompanhou a história do Capitão Nascimento, oficial do BOPE vivido por Wagner Moura. Nos dois capítulos da história, o protagonista descobre quem são seus verdadeiros inimigos – em uma realidade que vai muito além da violência nas favelas.

O filme acumulou recordes e até hoje é lembrado como um ícone da cultura brasileira, se tornando uma das maiores bilheterias do cinema nacional.


Confira abaixo algumas curiosidades sobre o longa!

Trabalho importante

José Padilha, o diretor de Tropa de Elite e sua equipe, fizeram uma extensa pesquisa de campo antes de começarem as filmagens do filme. No período de dois anos, a equipe entrevistou policiais militares e integrantes do BOPE, de soldados e cabos até coronéis. Também foram entrevistados psiquiatras da polícia e uma professora da escola de oficiais. O material originou mais de 1.700 páginas de documentos.

Prêmios

Embora não tenha sido indicado para concorrer ao Oscar, Tropa de Elite dominou o Festival de Berlim, vencendo o “Urso de Ouro”, maior premiação do evento. O filme também fez sucesso no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, conseguindo nove estatuetas por: Melhor Direção (José Padilha), Melhor ator (Wagner Moura), Melhor Ator Coadjuvante (Milhem Cortaz), Melhor Fotografia (Lula Carvalho), Melhor Maquiagem (Martin Macias Trujillo), Melhor Montagem (Daniel Rezende), Melhor Som (Leandro Lima, Alessandro Laroca e Armando Torres Jr), Melhores Efeitos Especiais (Phil Neilson e Bruno van Zeebroeck) e melhor longa-metragem nacional.

Inspiração real

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel foi co-autor do roteiro com José Padilha e Bráulio Mantovani. O policial escreveu o livro “Elite da tropa” junto com o oficial André Batista, que também colaborou com o filme, e o antropólogo Luiz Eduardo Soares. Apesar disso, o livro não serviu como base para “Tropa de elite”, apenas como inspiração.

Críticas

O filme dividiu a opinião da crítica especializada. Do personagem Capitão Nascimento, que tortura, apavora moradores das favelas, à cenas que falam da corrupta relação das ONGs e dos líderes do tráfico, o filme foi acusado de “glamourizar a violência”. A equipe se defendeu dizendo que exibe o ponto de vista do policial para discutir a questão da segurança pública, mesmo que não concorde com as atitudes do protagonista.

Pirataria

Antes da estreia de Tropa de Elite, estimava-se que um milhão de cópias seriam vendidas nos camelôs, isso sem levar em conta os milhões de downloads ilegais. Devido a esse fato, as datas de lançamento do filme foram antecipadas duas vezes. Primeiro, estrearia no dia 9 de novembro. Depois foi antecipado para 12 de outubro, e, por fim, 5 de outubro, quando realmente estreou nos cinemas comerciais.

Assalto inusitado

Em novembro de 2006, a van da equipe de Tropa de Elite foi roubada na saída do Morro do Chapéu Mangueira, após uma gravação. Dentro do veículo estavam 30 armas com tiros de festim e 60 réplicas de armas usadas nas filmagens. O veículo foi recuperado em pouco tempo, mas sem as réplicas, que poderiam voltar a funcionar. Os assaltantes foram presos dois dias depois, mas as armas não foram recuperadas.

Iniciante

André Ramiro, que interpretou o policial Matias, nunca tinha atuado. O mais perto que chegou de um longa-metragem foi como porteiro do Art Fashion Mall. Após a indicação de um amigo, o ator João Velho, ele participou de testes e oficinas da preparadora de elenco Fátima Toledo, conquistou o papel e o público.