Jessica Jones e o fantástico mundo de séries da Netflix

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Considero-me um típico fã de revistas em quadrinhos, mesmo não tendo lido um extenso número de obras, tão pouco acompanhado assiduamente alguma história específica dentro desse novo universo que vem migrando para as mais variadas telas nos últimos tempos.

Comento isso inicialmente, pois muito vem sendo questionado, até mesmo por mídias especializadas aqui do Brasil, acerca dessas séries baseadas em graphic novels, sobretudo agora com Jessica Jones no auge da imprensa voltada à cultura popular nas últimas semanas desde o seu lançamento. Muito pouco vem sendo retornado aos fãs nesse sentido, mesmo por eles. Fato é que pouquíssimas pessoas acompanharam a história de Jessica Jones em revistas em quadrinhos, é uma cultura recente em nosso país no que diz respeito ao grande e crescente público dessa demanda insurgente.

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Então vou me deter a algo que achei impressionante, não apenas nas séries da Marvel, sobretudo nas desenvolvidas pela Netflix, mas no contexto geral das séries desenvolvidas pela operadora. Essa questão gira em torno de algo estabelecido pela crítica como Estilo e Forma Cinematográficos. Pois bem, é muito comum criticarmos uma série em sua primeira temporada, o baixo grau de investimento feito pelos canais que a desenvolvem, ainda mais naquelas séries em que os efeitos especiais são bastante comuns, como por exemplo, as séries do canal Syfy.

Numa área mais abrangente podemos dizer que a fotografia de uma série de TV não é a principal questão abordada pelos produtores. Reparem, em Jessica Jones, nos quadros principais do primeiro episódio as cores vermelho e púrpura (em alusão ao antagonista) estão em praticamente todas as cenas, em algum momento o púrpura é um reflexo do espelho e noutro a luz que emana de uma lâmpada na beira da rua ou até mesmo de um semáforo.

Todo esse cuidado com a pós-produção, algo que é completamente comum aos fãs de cinema é uma novidade trazida pela Netflix nesse novo contexto de séries, o crescimento do número de fãs mundial, as sucessivas quebras de recordes de audiência, tudo isso vem influenciando massivamente os produtores, diretores e aqueles que se propõem a bancar uma série. Economicamente falando existe uma demanda, especialmente na Netflix, que disponibiliza seu conteúdo sob demanda para diversos países, o retorno vale todo esse investimento.

Mas o que instiga uma empresa a produzir uma série de TV que, até mesmo para o público alvo não era a mais aguardada? Poderia aqui propor discussões acerca de quantos fãs prefeririam ver uma série dos X-Men ou de algum personagem próprio desse universo ou de personagens mais popularmente conhecidos, mas seria completamente desnecessário.

Desnecessário porque mesmo tendo nesse âmbito geral menos apelo público que o já conhecido Demolidor, Jessica Jones tem um pouco mais de uma semana após o seu lançamento um público que beira a metade do de Demolidor segundo as principais redes sociais em suas contas oficiais. Esses números servem como mera representação para o apelo público e o alcance da série, mas nos dão uma mostra de como esse novo e fantástico mundo de séries da Netflix vem ganhando cada vez mais adeptos, não só pela sua facilidade como ferramenta convencional daqueles que assistem séries mais pela web do que pela TV, mas sobretudo pela qualidade de seu material exclusivo.

Entre as mais conhecidas como House of Cards, Orange Is The New Black e Sense8, se consolidando com Globos de Ouro e dezenas de indicações ao Grammy, a Netflix mostra que não só a demanda mas a qualidade de suas séries vem criando um novo mercado para um público cada vez mais exigente.

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