Arrow | Produtor fala sobre morte no final da quarta temporada

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Sob a luz do que estamos vendo acontecer no comecinho da trajetória da DC Comics no cinema, especialmente com o fatídico final de Batman vs Superman e a óbvia ressurreição que veremos no futuro da franquia, o tema da morte de super-heróis e suas verdadeiras consequências no mundo das narrativas ficcionais está mais em alta do que nunca. E o próximo alvo dessa polêmica é Arrow, a série da CW que está se aproximando do final do seu quarto ano com uma morte que está sendo anunciada desde o começo da temporada – veja aqui, mas cuidado com os spoilers!

O produtor de Arrow, Marc Guggenheim, conversou com a Entertainment Weekly sobre o assunto. “Nós matamos o Gavião Negro no comecinho de Legends of Tomorrow. Eu sinto que nós já matamos um super-herói na TV, então, talvez alguns digam que não passamos muito tempo com ele, e por isso podemos matá-lo sem muita cerimônia, mas não dá para ignorar que ele é um super-herói importante até nos quadrinhos”, se defendeu o produtor, que ainda garantiu que a DC nunca vetou nenhuma das ideias que eles tiveram até agora para as tramas das séries.

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O produtor ainda brincou com o fato de que a morte nos quadrinhos não é de forma alguma algo permanente. Ele citou que o Wolverine está morto, no momento, no universo da Marvel, mas que ele tem certeza (por experiência anterior, não por alguma informação interna da editora) de que o personagem vai acabar voltando. Com as séries de TV, Guggenheim argumentou que é mais difícil ainda, porque matar um personagem é liberar um ator de seu contrato, e nem sempre é tão fácil trazê-lo de volta.

“Eu não acho que super-heróis deveriam ser imortais. Eles são mitos, sim, mas são mitos mortais, e eu gosto disso. Eu acho que isso coloca riscos maiores nas histórias, e acho que humaniza os personagem de uma forma que é necessária”, comentou Guggenheim. “Matar um personagem pode render uma ótima história, mesmo que o personagem eventualmente volte à vida. A própria morte do Wolverine recentemente nos quadrinhos, eu achei uma excelente história, e vê-lo voltar a ativa não vai tirar a experiência de ler essa história”.

“Para nós, matar um personagem é sempre sobre decidir se essa morte vai trazer mais histórias interessantes sobre os personagens que sobreviveram”, continuou. “Nós nos referimos a isso como a matemática da trama, ou da história. É sobre considerar as possibilidades que se abrem com a morte de um personagem. Talvez eu esteja dizendo isso só para ser do contra”, riu Guggenheim. “Mas eu acho que os quadrinhos emprestaram muitas convenções das novelas e das séries de TV, ao invés do contrário. Mortes e falsas mortes são dispositivos de trama que vem da TV, e há um elemento de novela nelas, e não há nada errado com isso”, finalizou.

O trailer do próximo episódio de Arrow, “Eleven-Fifty-Nine”, promete grandes revelações, anunciando “o fim de um era” e sugerindo a revelação da identidade do personagem que apareceu no caixão no início da temporada – assista aqui.

“Eleven-Fifty-Nine” irá ao ar em 6 de abril nos EUA.

Arrow é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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