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Por que a Netflix está na frente quando o assunto é representação LGBTQ+ na TV?

Publicado por Bruno Tomé

18/04/2019 16:06

A Netflix está se destacando em diversos quesitos, mas um em especial, como destacou o site Digital Spy, é a representação LGBTQ+. Recentemente, o GLAAD informou que o serviço é a plataforma de streaming ou emissora com mais personagens do grupo.

Não apenas isso, a Netflix dobrou o número de personagens LGBTQ+ em relação ao ano passado. Atualmente, as séries que se destacam na plataforma nesse quesito são Special, Elite, Sex Education, A Maldição da Residência Hill e O Mundo Sombrio de Sabrina.

Para o Digital Spy, o sucesso da Netflix está em seu princípio de experimentar diferentes histórias e formatos. Ao contrário de outros serviços de streaming.

“Enquanto outras plataformas estão brincando de pega-pega, tentando fazer séries populares como Stranger Things, é fácil esquecer a aposta que é colocar o seu dinheiro em séries como House of Cards. Essa série pode não ter uma base exclusivamente LGBTQ+, mas encorajou a Netflix a testar mais ideias, trazendo diferentes vozes para criar conteúdo mais diverso”, destaca o Digital Spy.

O site lembra que é difícil calcular o sucesso da Netflix em questão de audiência, já que a plataforma de streaming não costuma divulgar os seus números. Mas, destaca que as conquistas financeiras do serviço, como ultrapassar empresas tradicionais como Time Warner e Viacom, mostra que a estratégia está correta.

Mesmo assim, o Digital Spy ainda aponta algumas correções que podem ser feitas. A Netflix ainda não abriu para todas as regiões do mundo uma categoria exclusiva para o conteúdo LGBTQ+. Vale lembrar que esse espaço foi criado como forma de protesto às leis transfóbicas da Carolina do Norte, nos EUA.

Outro ponto é que, recentemente, séries como Sense8, Everything Sucks! e One Day at a Time foram canceladas. O fato gerou reclamações dos fãs.

No entanto, a conclusão é que a Netflix continua sendo “a fonte amiga do público LGBTQ+ na TV, seja por se preocupar com a comunidade gay ou por preencher um espaço no mercado”.

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