Além de tentar produzir um número maior de conteúdo original, a Netflix também tenta criar séries e filmes em diversos países. Em março, o The Guardian chegou a fazer um levantamento, que mostra um catálogo do serviço com produções em 26 idiomas, que englobam 190 países. 

Entre essas séries está Jinn, que chegou na plataforma ainda em junho. O drama sobrenatural foi produzido na Jordânia e traz a história de um grupo de estudantes que, sem querer, invoca um espírito que quer destruir o mundo. 

Alguns fãs adoraram e querem até uma segunda temporada. Mas, há espectadores que não gostaram de como a produção foi apresentada. 


Internautas acusam Jinn de não explorar com fidelidade a cultura da Jordânia. Opinam que a série conta com vícios de produções norte-americanas. 

Jinn é aquela série comum da TV americana sobre ensino médio mas em árabe. Não estou dizendo que adolescentes ao redor do mundo não tem nada em comum, mas não há nada que identifique culturalmente ou algo único da região em Jinn como Nabateus”, afirma uma fã. 

“Esperava algo diferente, algo legal, de um país amável, mas não… é a mesma coisa americana sem sentido forçada goela abaixo que se passa na Jordânia”, observou outro. 

“Qual o ponto de ter conteúdo local original se a série parece americana?”, pediu outra. 

“Não consegui terminar o primeiro episódio. Parecia um drama de ensino médio americano que me deixou entediada. Qual o ponto de ter produções internacionais sem mostrar a cultura? Tão irrelevante, tão estúpido”, reclamou outro. 

Outro ponto da série é que o grupo de protagonistas está inserido em um cenário em que falam abertamente sobre sexo, consomem bebidas alcoólicas, participam de festas e fumam maconha. Enquanto isso, a Jordânia é um país bastante conservador. 

Mohammed Khalaileh, um líder de estado da Jordânia, já criticou publicamente a série. Para ele, Jinn “é uma decadência moral que não representa os hábitos e moral da Jordânia”. 

Veículos locais ainda informam que líderes do país se reuniram por causa da série. O objetivo seria proibir a transmissão de Jinn no país. 

A Netflix local respondeu as acusações. A plataforma de streaming promete não mudar as suas regras por conta das opiniões do país. 

“Nós seguimos com tristeza a onda de bullying contra atores e equipe da série e declaramos que não vamos tolerar esse comportamento. Nossa posição é centrada nos valores da diversidade e inclusão, então estamos trabalhando para fornecer um espaço para todos os fãs de séries e filmes da região”, respondeu a plataforma. 

Em outra nota, a Netflix ainda informou que Jinn tenta seguir problemas que jovens árabes enfrentam. A plataforma ganhou o apoio da Comissão Real de Filmes, que não comentou o conteúdo da série, mas afirmou que a produção tem o direito de existir e ser exibida. 

Jinn segue em exibição na Netflix