Não há como imaginar Lista Negra (The Blacklist) sem James Spader. O ator é um dos elementos principais que tornam a série o sucesso que é hoje.

Em entrevista à Rolling Stone, o intérprete de Raymond Reddington falou sobre os problemas que ele lida na sua vida pessoal e como seu transtorno mental o afeta no trabalho.

“Eu tenho um transtorno obsessivo-compulsivo muito, muito forte. Sou muito particular em relação a algumas coisas. Eu dependo de uma certa rotina”, disse Spader.


“É muito difícil para mim, sabe? Isso torna você viciado em comportamentos, porque a rotina, o ritual acaba fazendo parte de você”.

O ator de Lista Negra falou sobre como isso o afeta em seu trabalho, transformando-se em algo positivo no set.

“Mas no trabalho, isso se manifesta em atenção obsessiva a detalhes e fixação. Isso funciona no meu trabalho muito bem: as coisas não passam despercebidas. Mas não sou muito descontraído”.

Não é uma diva

James Spader comentou, também, sobre como não tolera comportamento abusivo no set, deixando claro que seu transtorno não o transforma em alguém que torna as vidas de seus colegas difíceis.

“Séries de televisão não toleram tolos ou cuz*es. Eles são descartados rapidamente. Mau comportamento é quando você está no meio da estrada e alguém cria regras baseadas em como elas são e como trabalham. Isso não é aceitável”, disse o ator sobre exigir coisas no set.

“O trabalho de todo mundo é tão importante quanto o seu. Eu trabalho bem com todos”, disse o ator de Lista Negra.

“Não acho que o bom trabalho surge do antagonismo, medo ou punição, acho que vem a partir de conversas, contanto que você seja aberto, comunicativo, honesto e seja capaz de escutar o que os outros têm a dizer”, concluiu Spader.

As sete temporadas de Lista Negra estão disponíveis na Netflix.