Quem nunca passou quase uma hora navegando pelo catálogo da Netflix – ou outra plataforma de streaming – sem saber o que assistir? Agora uma nova configuração pode ajudar os assinantes a escolher.

A Netflix está testando uma funcionalidade de reprodução aleatória, que escolhe um título randômico para o espectador baseado no seu histórico na plataforma, ou itens salvos em listas de reprodução.

“O propósito do teste é tornar mais fácil para os membros encontrarem coisas para assistir”, disse um representante da Netflix (via Variety).


A função, é claro, comum em players de música e funcionará de forma bastante similar na Netflix, oferecendo a possibilidade dos assinantes descobrirem programas novos.

Atualmente, essa função está sendo testada em diversos países, mas não há como escolher fazer parte dos testes. Dependendo da popularidade e dos resultados desses testes, veremos uma implementação em larga escala.

Função polêmica

Uma recente mudança na Netflix não agradou muito os produtores de conteúdo. Ela consiste na possibilidade de acelerar ou reduzir a velocidade de filmes e séries na plataforma, uma função que a Netflix vem experimentando desde 2019.

“Como qualquer teste, isso pode não se tornar uma função permanente”, disse um representante da Netflix à Android Police.

Na época do anúncio, Judd Apatow, criador da série Love, não gostou da função. O diretor usou seu Twitter para descrever a ferramenta como “ridícula e ofensiva”.

Brad Bird, o diretor de Os Incríveis, também se manifestou contra. “É um duro golpe na já achacada experiência de cinema”.

Pater Ramsey, co-diretor de Homem-Aranha no Aranhaverso criticou os fãs que escolhem esse tipo de reprodução. “Será que tudo deve ser projetado para os mais preguiçosos e com menos bom gosto?”

Aaron Paul, que protagonizou o filme El Camino, de Breaking Bad, detonou a iniciativa da Netflix em seu Twitter, chamando-a de “destruição completa da arte”.

Na época, a Netflix respondeu comentando que a configuração foi um pedido de muitos assinantes.

Curiosamente, essa função já existe desde a época do VHS e acabou passando para o DVD e o Blu-ray. Não há muito sentido brigar por algo que pode ser ativado conforme a vontade do espectador.

Em todo caso, a polêmica envolvendo a Netflix deve continuar.