Arrow abriu as portas para uma nova geração de heróis na TV, trazendo alguns dos personagens mais icônicos da DC para as telas da CW. Oito anos após sua estreia, Arrow chegou ao fim.

A série foi importantíssima para as aventuras dos super-heróis na CW, e originou o Arrowverso, universo compartilhado da TV que conta com séries como Supergirl, The Flash, Legends of Tomorrow e a vindoura Batwoman.

Em entrevista à Entertainment Weekly, o protagonista Stephen Amell e vários produtores falaram sobre o fim da série, revelando alguns dos motivos por trás do cancelamento.


Pioneiros

“Estou muito emotivo e melancólico, mas já está na hora de terminar”, afirmou Stephen Amell. “Eu já estou com 38 anos, e arrumei esse emprego quando tinha 30. Nunca nenhum emprego tinha durado mais de 1 ano. O fato de seu ter feito parte disso por uma década e não participar mais é um pouco assustador”, completou.

O primeiro episódio de Arrow foi o mais visto na CW desde a estreia de The Vampire Diaries, em 2009. De várias maneiras, a produção foi pioneira e quebrou alguns tabus presentes há anos na TV.

Os produtores e emissoras de TV tinham uma grande resistência a trazer uniformes e trajes originais de super-heróis para as telas. Segundo o consenso, o que fazia sucesso nas HQs não repetiria o impacto na TV. O figurino ficaria brega e cafona, e transformaria séries sérias em comédias. Arrow inovou ao trazer versões mais modernas e práticas dos uniformes, que mesmo assim faziam referência ao material original das HQs.

“São HQs, e os fãs amam! O visual permite a referência aos quadrinhos e ao mesmo tempo mantém a série com os pés no chão da realidade. O apetite por super-heróis mudou, e as pessoas agora querem literalmente heróis”, contou Caroline Dries, showrunner de Batwoman, a série mais nova do Arrowverso.

O princípio e o fim

O processo de produção dos figurinos de Arrow foi bem mais demorado do que a escalação do ator principal.

Stephen Amell foi o primeiro ator a se candidatar ao papel de Oliver Queen. “Era a intensidade dele. Ele faz você acreditar que realmente é o personagem”, revelou Marc Guggenheim, produtor da série.

Segundo os produtores, a principal preocupação nas primeiras temporadas era manter a série “fixada na realidade”, com um tom mais sério e sombrio e cenas de ação impressionantes. Não havia um plano detalhado para o futuro, e a evolução da série aconteceu de maneira natural com a introdução de outros personagens da DC como Roy Harper e Exterminador.

Arrowverso

A criação de um verdadeiro universo compartilhado de séries da CW também não foi planejada, traduzindo-se como uma progressão natural da série.

Na primeira temporada, os produtores criaram uma simples regra: sem poderes especiais e sem viagem no tempo. Porém, antes do final da primeira leva de episódios de Arrow, Guggenheim começou a pensar em como seria uma série do Flash.

E foi isso que aconteceu. Primeiro, a CW testou o território com a série The Flash. Com o sucesso comprovado, o potencial para a produção de outros projetos da DC aumentou exponencialmente. E daí surgiram Supergirl e Legends of Tomorrow e o crossover Elseworlds, como uma evolução esperada da trama de Arrow.

Tempo de despedida

Foi na sexta temporada de Arrow que Stephen Amell decidiu que estava pronto para aposentar Oliver Queen. Originalmente, o ator queria deixar a série após o final da sétima temporada. Porém, o produtor Greg Berlandi conseguiu o persuadir a participar de uma derradeira temporada final.

“Minha filha está fazendo 6 anos. Ela estuda em Los Angeles, eu e minha esposa queremos criá-la na cidade”, explicou Amell sobre o motivo de sua saída.

“Todos nós sentimos em nosso coração que estava na hora de terminar a série”, falou Berlanti sobre o desfecho.

Todas as temporadas de Arrow já estão disponíveis na Netflix.