O primeiro episódio interativo de Black Mirror: Bandersnatch, gerou problemas para a Netflix, que foi processada por uma editora que conta com os direitos da expressão “choose your own adventure” (escolha sua própria aventura, em tradução livre). Agora, esse processo chegou ao fim.

O problema maior é que logo no início do episódio interativo da Netflix, o protagonista lê um livro e menciona “escolha sua própria aventura”. A Netflix alegou que a referência é ao tipo de livro e não a uma obra em específico.

A Netflix chegou a tentar fazer com que o processo fosse descartado, mas o juiz não acatou o pedido, segundo informações de Eriq Gardner, do THR.


As duas partes acabaram entrando em acordo, mas o valor pago não foi revelado. A Chooseco, editora responsável pelos livros Choose Your Own Adventure manteve os direitos sobre a expressão.

Além disso, a editora registrou a frase de diferentes formas, preparando-se para eventuais processos.

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Situação de Black Mirror na Netflix

Black Mirror teve a 5ª temporada em junho de 2019. Desde então, os fãs não receberam mais atualizações da série da Netflix.

As últimas informações são de que se acontecerem, novos capítulos devem demorar. O criador de Black Mirror, Charlie Brooker, inclusive, destacou que não sabe se é uma boa ideia ter novos capítulos para 2020 – devido a situação do mundo.

Porém, a falta de Black Mirror na Netflix pode acontecer por outra situação. A imprensa internacional revelou uma situação de bastidores que pode estar atrapalhando o seriado.

Desde 2014, Brooker e a co-criadora de Black Mirror, Annabel Jones, estavam a frente da produtora House of Tomorrow, da Endemol. Eles, porém, deixaram a empresa para ter o próprio acordo com a Netflix.

O problema é que a Endemol ficou com os direitos de Black Mirror. A situação, ao que parece, pode ficar mais complicada.

Atualmente, a Endemol pertence ao grupo Banijay Group. O Banijay afirma estar aberto a continuar com Black Mirror na Netflix.

O problema é que, até onde se sabe, os criadores de Black Mirror podem não ter mais o controle criativo. Com isso, a Netflix poderia apenas costurar um acordo entre todas empresas.

Ou ainda, a Netflix poderia tentar comprar os direitos de Black Mirror. Mas, isso não deve sair barato.

Com isso, futuramente, os fãs podem ter novidades diferentes sobre Black Mirror. Se algum acordo não for costurado, a série pode não voltar ou ainda retornar com controle criativo diferente – o que não agradaria os fãs.

Vale lembrar que, até o momento, a situação sobre a costura de acordos se trata de rumores.

“Esta série antológica de ficção científica explora um futuro próximo onde a natureza humana e a tecnologia de ponta entram em um perigoso conflito”, diz a sinopse.

Black Mirror tem cinco temporadas na Netflix.