Cobra Kai precisa parar de copiar anime para não fracassar na Netflix

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Atenção! Contém spoilers de Cobra Kai.

Após fazer grande sucesso como uma das melhores séries originais do YouTube Red, Cobra Kai finalmente fez sua estreia na Netflix, e desde então vem conquistando o público brasileiro e se mantendo entre as séries mais assistidas da plataforma.

No derivado e continuação de Karatê Kid, Ralph Macchio e William Zabka reprisam seus papéis da franquia. Os épicos adversários retornam para o dojo, trinta anos depois dos eventos do torneio de 1984.

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Johnny Lawrence (Zabka) busca por redenção ao reabrir o famoso dojo, reacendendo a rivalidade com Daniel LaRusso (Macchio), que luta pela manutenção do equilíbrio em sua vida sem a ajuda do mentor, Sr. Miyagi.

Segundo o site Screen Rant, a série está pecando por usar cada vez mais clichês de um famoso anime.

Confira abaixo tudo sobre essa história!

Cobra Kai ou Yu-Gi-Oh?

De acordo com a análise do site Screen Rant, Cobra Kai está se tornando cada vez mais parecida com Yu-Gi-Oh! – o que é um grande erro para a série da Netflix.

A terceira temporada leva a ação e o drama para novos níveis, mas ao fazer isso, se torna mais próxima de animes como Yu-Gi-Oh! O motivo? O karatê se tornou a resposta para qualquer conflito.

No famoso anime Yu-Gi-Oh!, o baralho dos Monstros de Duelo não é apenas um hobby ou brincadeira. O jogo é o esporte e profissão mais importante do mundo. Negócios, ataques terroristas, exames escolares, rancores – todos são resolvidos com jogos de cartas.

Em Yu-Gi-Oh! essa característica funciona muito bem. Outros animes como Pokémon, Bakugan e Beyblade usam o mesmo princípio: a existência de uma forma de competição abstrata, que se sobrepõe a todas as outras convenções sociais.

Em uma série como Cobra Kai, no entanto, o princípio não funciona. A produção começou como um drama relativamente realista, focado em conceitos como redenção e crescimento – não apenas em lutas de karatê.

Nas duas primeiras temporadas, o karatê apareceu principalmente como pano de fundo para dramas pessoais. Lutas aconteciam basicamente em competições ou disputas pessoais, e a maioria terminava de maneira pacífica.

A briga na escola no final da segunda temporada foi mais extrema, mas funcionou ao mostrar as terríveis repercussões para Miguel e Robby.

Na terceira temporada, o karatê acaba se tornando o “Duelo de Monstros” do universo de Cobra Kai.

De uma hora para a outra, o karatê não é mais uma simples arte marcial, mas uma solução para qualquer problema.

Robby foge da polícia? A solução é atacar bandidos com o karatê. Um senhorio tenta dar um cima de uma menor de idade? A solução é ameaçá-lo com karatê.

Até mesmo as ações de Kreese – que é literalmente um assassino – são resolvidas por um torneio de karatê. Nesse caso em especial, a polícia ou autoridades competentes deveriam ter sido alertadas.

A tendência de usar o karatê para resolver qualquer problema não torna Cobra Kai menos divertida – mas acaba destruindo o cuidadoso realismo da produção, segundo o Screen Rant.

A terceira temporada de Cobra Kai está disponível na Netflix.

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