Série de Hotel Cecil na Netflix tem ponto perturbador que fãs não notam

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Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil levanta uma série de questões muito importantes.

A série documental da Netflix trata do caso de Elisa Lam, uma jovem que morreu no Hotel Cecil sob circunstâncias muito misteriosas. Ela foi encontrada em uma das caixas d’água do hotel, mas ninguém sabe explicar exatamente como ela foi parar lá.

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Seu comportamento gravado por uma câmera de segurança antes de sua morte era para lá de bizarro, o que também fez com que o mistério aumentasse.

Mas Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil não foca apenas nisso. Também aborda como outra pessoa foi vítima do legado macabro do Hotel Cecil.

Acusado pela internet

Quando tudo aconteceu em 2013, houve uma grande mobilização na Internet… o que fez com que todos quisessem entender o que havia acontecido.

É aí que entra Morbid, também conhecido como Pablo Vergara, um músico com um estilo provocativo e inquietante. Músicas com letras sobre morte e cadáveres eram sua especialidade.

Acontece que, de repente, Vergara se viu envolvido no caso.

Foi assim que ocorreu: em fevereiro de 2012, o músico foi hóspede no Hotel Cecil. Lá ele gravou um simples clipe, que mais tarde compartilhou on-line.

De uma hora para outra, os “detetives da internet” começaram a fazer conexões absurdas para ligar Vergara ao caso de Elisa Lam. Os internautas ficaram realmente convencidos de que ele, com seu “jeito suspeito”, era o responsável pelo que aconteceu com a jovem.

Um site chegou a publicar um artigo em que apontava que Pablo Vergara era considerado um “suspeito” no caso, embora os investigadores tenham esclarecido que ele nunca esteve envolvido.

Vergara foi inundado de mensagens de pessoas que acreditavam que ele havia matado Elisa Lam. Os textos eram abusivos e continham ameaças de morte.

A polícia federal do México chegou a visitar sua casa, perguntando se ele já havia feito sacrifícios de sangue ou ferido animais, mas Pablo Vergara nunca foi formalmente acusado de nada.

Nem fazia sentido que Vergara estivesse envolvido na morte de Elisa Lam. Na época, ele estava muito longe do Hotel Cecil, morando no México para trabalhar em um novo álbum.

Em sua entrevista para Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil, o músico quebrou o silêncio sobre ter sido tratado como suspeito on-line por puro “achismo de detetives da internet”.

“Não falo sobre isso há sete anos. Mas acabei de perceber que não dá para resolver nada fugindo de seus problemas, você tem que enfrentá-los por mais pesados que sejam.”

“Fiquei chocado e confuso, pois antes disso, nunca tinha ouvido falar de Elisa Lam antes.”

Vergara ficou triste por suas músicas e estilo terem afetado a forma como os outros o viam. Isso moldou completamente a percepção preconceituosa que a internet tinha dele.

“Claro, algumas das letras falam sobre morte e assassinato, mas são apenas letras, são apenas música, é arte; isso não me torna um assassino.”

No fim, o ponto perturbador de Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil, da Netflix, não é apenas o que aconteceu com Elisa Lam. É também o que pode acontecer com um indivíduo com base em puro achismo das pessoas com suas teorias na internet.

Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil está agora disponível na Netflix.

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