Vikings pode trazer alguns aspectos fieis à História, mas também toma grande liberdade em relação a outros pontos. A sexta temporada em específico acaba cometendo alguns grandes deslizes.

Para começar, conforme aponta Lisa Wehrstedt, do Express, os personagens de Vikings usam algumas palavras anacrônicas. Curiosamente, uma delas é justamente a designação ‘viking’.

Na língua nórdica antiga, ‘víkingr’ era uma pessoa que viajava por aventura, enquanto ‘víking’ era um verbo que se referia à atividade de viajar.


O termo viking como referência ao povo da Escandinávia somente passou a ser usado no fim do século XIX, para tratar do povo navegador nórdico.

Além disso, a sexta temporada conta com um grande problema ao mostrar personagens referindo-se ao território do Rus de Kiev como Rússia.

O nome moderno Rússia somente foi criado no século XV, muito depois dos eventos de Vikings. Por sinal, Rus é uma palavra grega, os Vikings usariam Garðaríki para se referir a esse território.

Continuação de Vikings na Netflix

Vikings: Valhalla começa no início do século XI e mostra as aventuras de alguns dos Vikings mais famosos da História, como Leif Eriksson, Freydis Eriksdotter, Harald Hardrada e William, o Conquistador.

Sam Corlett, de O Mundo Sombrio de Sabrina, viverá Leif Eriksson. Frida Gustavsson será Freydis Eriksdotter. Leo Suter será Harald Sigurdsson. Bradley Freegard, por sua vez, será o Rei Canute, rei da Dinamarca.

Jóhannes Jóhannesson será Olaf Haraldson, Laura Berlin viverá Emma da Normandia. David Oakes, por sua vez, será o conde Godwin, conselheiro do Rei da Inglaterra.

Caroline Henderson viverá jarl Haakon em Vikings: Valhalla, que lidera Kattegat nesse período.

Ainda não há data de estreia para Vikings: Valhalla, mas deve acontecer no fim de 2021, ou 2022 na Netflix.