Netflix pode impedir nova Game of Thrones; entenda

Modelo de lançamentos da plataforma modificou para sempre a televisão

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De 2011 a 2019, Game of Thrones se estabeleceu como a série mais famosa e assistida do mundo. A produção da HBO mudou a cara do cenário televisivo e abriu as portas para ainda mais projetos épicos em plataformas como a Netflix.

O final da série dividiu a opinião dos fãs, principalmente pelo encerramento antecipado de tramas que ainda poderiam ser bem melhor desenvolvidas.

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Com a conclusão da série da HBO, várias produções foram apontadas como a “nova Game of Thrones”, como The Witcher e até mesmo os derivados produzidos pela própria HBO.

No entanto, de acordo com uma matéria do site Insider, a Netflix pode impedir a criação de uma nova série que faça jus à trama de Game of Thrones; confira abaixo!

Sem nova Game of Thrones?

Desde o lançamento da primeira temporada de Game of Thrones à exibição do episódio final, a maneira como os espectadores assistem TV ou consomem conteúdo mudou drasticamente.

Os tempos em que os lançamentos das séries aconteciam semanalmente ficaram, em grande parte, para trás. Agora, o modelo das maratonas e lançamentos completos de temporadas domina as plataformas de streaming.

“É algo que definitivamente falamos sobre. Acho que com a exceção de eventos esportivos e momentos políticos, é cada vez mais raro espectadores compartilharem a mesma experiência ao mesmo tempo”, afirmou o produtor Shawn Levy, de séries como Stranger Things e Sombra e Ossos.

Mas a cultura da maratona conta também com um custo a ser pago. Lançamentos semanais ajudam a construir bases de fãs, um aspecto essencial da experiência de assistir TV.

Fandoms não ajudam apenas emissoras e plataformas de streaming a entender melhor a audiência, mas também criam um senso de comunidade – algo que muita gente sentiu falta durante o período da quarentena de Covid-19.

Quando a Netflix introduziu o lançamento de temporadas completas em 2013, o novo método dominou as conversas da cultura pop.

Muita gente ficou extremamente feliz com a possibilidade de maratonar uma produção de vários episódios em um final de semana, ou até mesmo um dia.

Sete anos depois, a novidade das maratonas já não existe mais. Espectadores se acostumaram com esse método de lançamento. A experiência individual continua excelente, mas o formato torna difícil a criação de base de fãs e comunidades de entusiastas.

“Como roteirista, prefiro trabalhar no mundo dos streamings. Como espectador, gosto mais de esperar por novos episódios a cada semana”, afirmou a roteirista Meredith Averill, responsável pelas séries A Maldição da Residência Hill e Locke & Key.

Para a roteirista, o método de lançamento semanal é essencial para o surgimento de uma série no estilo de Game of Thrones.

“É muito legal ter várias plataformas de streaming, mas espero que o lançamento semanal de episódios nunca termine, e deixe espaço para o nascimento de outra série como Game of Thrones”, comentou Averill.

Outro roteirista consultado pelo site Insider afirmou que procurar pela “próxima Game of Thrones” é um desserviço para a indústria do entretenimento e seus criadores de conteúdo.

“Anteriormente, procurávamos pela próxima Lost, e agora procuramos pela próxima Game of Thrones – essencialmente qualquer série icônica. Já participei de várias reuniões com executivos, nas quais eles sempre estão procurando pela próxima blábláblá. Mas como criador, acho isso um desserviço para os autores e para a arte por si só”, comentou o Eric Heirresser.

Game of Thrones continua disponível no catálogo da HBO.

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