Série esquecida é uma das mais pesadas e sombrias da Netflix

La Trêve é o seriado certo para quem está cansado de produções policiais cheias de clichês

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Você está cansado de séries policiais dos Estados Unidos com os mesmos clichês de sempre?

Então a Netflix possui em seu catálogo o seriado certo para você. Trata-se da série belga La Trêve.

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A série do serviço de streaming acompanha o detetive Yoann Peeters (Yoann Blanc), que se sente compelido a voltar à sua cidade natal após a morte de sua esposa.

Ele viaja para lá com a sua filha, mas sua vida volta a entrar em turbulência. O detetive se envolve em um caso sobre a morte de um jogador de futebol de 19 anos.

A série conta com duas temporadas, e teve uma boa recepção da crítica.

O site Looper publicou uma análise positiva sobre La Trêve, descrevendo-a como uma das séries mais pesadas e sombrias que o público pode encontrar na Netflix. O seriado nunca teve um cancelamento anunciado, mas até o momento, não se sabe se pode ganhar uma terceira temporada.

La Trêve está agora disponível na Netflix.

Abaixo, você fica com uma lista sobre o filme Radioactive, com Rosamund Pike. O longa foi lançado recentemente na Netflix.

Os acertos e omissões de Radioactive (com spoilers!)

O filme Radioactive vem sendo um grande sucesso Netflix, tanto por ser uma grande obra cinematográfica, quanto por adaptar uma incrível história real. A obra é baseada no livro de mesmo nome, escrito por Lauren Redniss, e conta a história da genial química polonesa Marie Curie.

A química nasceu na Polônia e se mudou para a França no ano de 1890, ela se casou com o físico francês Pierre Curie. O casal apesar de manter projetos independentes, acabaram trabalhando juntos, e tiveram conquistas científicas históricas.

Os dois descobriram os elementos polônio e rádio, através de um teste de uranita feito por Pierre, e foi Marie quem criou o termo Radioatividade, porém em sua pesquisa ela não conseguiu deduzir os efeitos colaterais de sua descoberta.

Após o grande feito, o casal ganhou o prêmio Nobel do ano de 1903. Infelizmente Pierre faleceu algum tempo depois, vítima de um trágico acidente, ele escorregou e foi atropelado por uma charrete em Paris.

O filme é protagonizado por Rosamund Pike no papel de Marie, Sam Riley como Pierre e Anya Taylor-Joy como a filha deles. A obra faz um bom trabalho adaptando com veracidade grande parte dos fatos, mas tem algumas licenças narrativas para contar a história de forma mais romantizada.

Na produção, por exemplo é mostrado que Pierre construiu o eletrômeto com o qual fez sua grande descoberta, apenas quando conheceu Marie, mas na verdade ele já havia feito isso anos antes. No filme também nos é mostrado que houve uma briga entre os dois, e que ele foi sozinho para Estocolmo receber o Nobel, mas na realidade nenhum deles viajou em 1903, eles foram juntos em 1905.

Nós reunimos para você que apreciou o filme, alguns fatos sobre a vida de Marie da forma como eles aconteceram na realidade, pois é normal que nessas produções, eles sejam um pouco romantizados e nem todos sejam passados de forma correta.

Marie em Paris

Radioactive se atem os fatos, e é muito correto historicamente sobre a vida de Marie em Paris. Apesar do diretor não ter mostrado corretamente como o casal se conheceu, pois no filme eles se conhecem através do físico Gabriel Lippman, mas na realidade quem intermediou o primeiro encontro dos dois foi Józef Wierusz-Kowalski, que era físico e diplomata.

Apesar disso a sequência da vida do casal é bem retratada, os dois começaram a trabalhar juntos pois ela necessitava de um local maior. A obra também relata com exatidão a doença que acometeu o casal, e o nascimento de suas filhas.

A formação de Marie

Apesar de mostrar alguns flashbacks da infância da química, o filme ignora alguns aspectos de sua formação importantes tanto para sua personalidade quanto para sua profissão.

Os pais de Marie eram professores e ensinavam ciência em casa para os 3 filhos. Ela se formou no ensino médio com apenas 15 anos, e só não ingressou na Universidade de Varsóvia na Polônia, pois lá mulheres não eram aceitas.

Pierre, Marie e a espiritualidade

Em uma cena do filme, Pierre diz à Marie para que eles não deixem que seu trabalho afete a sua espiritualidade. Realmente ele tinha um acervo de livros sobre o tema, mas sua preocupação maior era o seu trabalho.

A obra usa o interesse de Pierre pela espiritualidade para mudar alguns fatos. Quando ele morre, Marie procura uma espiritualista e pede a ela que traga seu marido de volta. E pouco antes de morrer Marie enxerga Pierre e conversa com ele.

A amizade de Marie e Einstein

Radioactive faz uma referência à Albert Einstein em seu epílogo, mas sem citá-lo diretamente. Provavelmente o diretor fez essa escolha para que o foco fosse totalmente nas conquistas de Marie.

O fato é que eles tinham uma relação de amizade, Marie e Einstein aparecem em uma foto na Conferência Internacional de Solvay que aconteceu em 1927, porém fontes afirmam que eles já haviam se conhecido 16 anos antes disso.

O legado de Marie

O filme faz questão de mostrar o que as descobertas de Marie trouxeram de bom e de ruim. A obra mostra cenas atuais de uma criança sendo tratada de um câncer, assim como mostra a bomba atômica devastando a cidade de Hiroshima.

Porém a produção acaba não deixando claro os objetivos imediatos que ela tinha. O final do filme revela que ela e sua filha desenvolverem máquinas de raio-X móveis que foram usadas na primeira guerra.

25 anos depois Irene e seu marido receberam o Nobel de química pela descoberta da radioatividade artificial. Já Eve, filha mais nova de Marie, foi casada com o diretor da UNICEF e ganhador do prêmio Nobel da Paz, Henry Richardson.

Radioactive está disponível na Netflix.

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