The Walking Dead tem problema na justiça; entenda

Ex-produtor Frank Darabont processou a emissora AMC

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The Walking Dead já acabou nas HQs, mas tudo indica que a série ainda continuará na ativa na TV por muito tempo. Renovada para mais uma temporada e com filmes e derivados em produção, o mundo dos zumbis não deve deixar a TV tão cedo.

A série terminou recentemente sua décima temporada, e tem deixado os espectadores em polvorosa com incríveis desenvolvimentos da trama.

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Muitos espectadores não sabem, mas desde 2013 a série trava uma longa, complicada e custosa batalha judicial.

O site Looper revelou tudo que aconteceu; confira abaixo!

O processo de The Walking Dead

De acordo com o The Hollywood Reporter, Frank Darabont e sua agência de talentos CAA abriram uma ação judicial contra a AMC em 2013. O processo veio logo após a demissão de Darabont do posto de produtor depois da segunda temporada de The Walking Dead.

Darabont e a CAA pedem 280 milhões de dólares em danos pelo que chamam de “negação da participação dos lucros”.

O ex-produtor de The Walking Dead afirma que a AMC falsificou os números de lucro da série. Foi apresentado como prova um extrato de março de 2014 que afirmava que a série havia faturado cerca de 159 milhões de dólares no total – mas que gastou 184 milhões com distribuição, licenciamento e produção.

Com isso, a emissora estaria com um déficit de 24 milhões de dólares. Darabont questiona a veracidade dos números, afirmando que a AMC implementou seu próprio sistema de tesouraria e cobrança por streaming, algo que não existia na época da negociação do contrato do produtor.

Grande parte da controvérsia foca na cláusula de “cobranças imputadas” nos contratos dos funcionários. Com esse cálculo, a emissora faz uma espécie de “aposta” para estabelecer o custo e lucro de cada episódio.

Darabont e a CAA afirmam que esse tipo de cálculo não é válido, a AMC afirma que é válido sim, e que se Darabont não estava satisfeito com os termos, não deveria ter assinado o contrato.

Essencialmente, Darabont diz que a AMC faturou muito dinheiro com The Walking Dead, ao mesmo tempo em que mentia sobre os rendimentos da série para pagar menos a produtores, atores e outros funcionários.

Já a AMC afirma que Darabont quer apenas ganhar mais dinheiro do que havia sido estabelecido em seu contrato inicial.

E agora?

O julgamento do caso em Nova York está para começar, a AMC vem usando os últimos meses para trabalhar na redução de danos.

Em 2017, o The Hollywood Reporter afirmou que a AMC havia criado uma nova espécie de contrato para o produtor Greg Nicotero – que permitiu ao cineasta receber um pagamento maior pelo licenciamento da produção.

Para complicar mais ainda a história, existe uma polêmica envolvendo e-mail “inadequados” de Frank Darabont.

Segundo o site Deadline, a AMC registrou como evidência uma série de e-mails “explícitos e agressivos” que Darabont enviou para a equipe de produção de The Walking Dead entre a primeira e a segunda temporada.

Os advogados do ex-produtor afirmam que os e-mails não são relevantes para o caso, e que foram arrolados apenas para distrair o juiz e o júri.

Renegociações de lucro são comuns em Hollywood, e o processo de The Walking Dead é mais uma prova da realidade da indústria do entretenimento e das plataformas de streaming.

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