Além de Elize Matsunaga: As criminosas mais famosas do Brasil

Suzane von Richthofen, Fera da Penha e outras mulheres que não ganharam séries na Netflix

Publicado em 18/7/2021
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Em 2012, o assassinato de Marcos Matsunaga abalou o Brasil. O herdeiro do grupo Yoki foi morto e esquartejado pela esposa Elize, que recentemente protagonizou uma excelente produção documental na Netflix. Podemos afirmar, sem sombras de dúvidas, que Elize Matsunaga é uma das criminosas mais famosas do Brasil.

Normalmente, as criminosas mais famosas do Brasil cometem crimes considerados chocantes, principalmente contra cônjuges, filhos e outras mulheres. Não é comum uma mulher matar alguém que não conhece, por exemplo.

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Entre a população carcerária brasileira – que de acordo com dados de 2019 corresponde a mais de 773 mil pessoas – menos de 10% são mulheres.

De acordo com esses e outros motivos, crimes envolvendo mulheres costumam chamar atenção da mídia e dominar a atenção do público. Além de Elize, confira abaixo as 5 criminosas mais famosas do Brasil.

Suzane Von Richthofen

Provavelmente, Suzane Von Richthofen é a criminosa mais famosa do Brasil. Condenada por orquestrar o assassinato dos pais com a ajuda do namorado e cunhado, Suzane continua presa até hoje na Penitenciária Feminina de Tremembé, a mesma onde Elize Matsunaga cumpre sua pena.

A história de Suzane chamou a atenção do público brasileiro por seu grande nível de crueldade. Uma garota rica, que tinha de tudo, simplesmente decide matar os pais de maneira torpe e violenta.

Suzane também levou uma vida inusitada dentro da cadeia, contando com diversos relacionamentos, polêmicas, mudanças de religião e “saidinhas”. De acordo com relatos de colegas de prisão, a detenta é “carismática, popular e extremamente manipuladora”.

Fera da Penha

Você pode até não conhecer a Fera da Penha, mas a história da criminosa chocou o Brasil nos anos 60 e abalou as estruturas da sociedade carioca. Neyde Maria Maia Lopes sequestrou, assassinou e incendiou uma criança de 4 anos, filha de seu amante.

Neyde vivia um relacionamento com Antônio Couto Araújo, que era casado. Após ele negar-se a abandonar a família para ficar com ela, a criminosa decide se vingar atingindo o amante em seu aspecto mais vulnerável: a filha.

Assumindo o nome de “Odete”, a Fera da Penha consegue enganar os funcionários de uma escola e retirar do local Tânia, a filha de Antônio. Neyde leva a garota para um galpão no bairro da Penha, atira na pequena com um revólver .32 e ateia fogo no corpo para se livrar das evidências.

Após quase ser linchada por uma multidão de cerca de 300 pessoas, a Fera da Penha é condenada a 33 anos de prisão. Após cumprir 15 anos da pena, Neyde é solta, em 1975. A assassina vive até hoje no bairro de Cascadura, no Rio de Janeiro. A história já foi adaptada para a TV em um episódio de Linha Direta Mistério.

Anna Carolina Jatobá

Crimes contra crianças sempre chamam a atenção da mídia. Normalmente, esses casos entram para os anais da Justiça de um país, e a história de Isabella Nardoni não foi diferente. Em março de 2008, a garotinha de 6 anos foi assassinada e jogada do sexto andar de um prédio pelo pai, Alexandre, e pela madrasta Anna Carolina Jatobá.

Embora em primeiro momento tenham negado o crime – chegando até mesmo a dar entrevistas para emissoras de TV – Alexandre e Anna Carolina não conseguiram sustentar a mentira por muito tempo. Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão. A criminosa também cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé.

Diferentemente de Elize e Suzane, Anna Carolina não é uma detenta “popular” em Tremembé, preferindo ficar sozinha e não manter amizades próximas com as colegas. Em 2020, Jatobá perdeu o direito ao regime semi-aberto ao ser flagrada conversando com a família em uma chamada de vídeo.

Lili Carabina

Normalmente, só as assassinas ficam famosas no Brasil. Uma criminosa, por outro lado, ficou conhecida pela ousadia em assaltos a banco. Trata-se de Djanira Ramos Suzano, mais conhecida pela alcunha de Lili Carabina.

Lili era integrante de uma famosa quadrilha de assaltantes de bancos que usava fantasias nas ações criminosas. A ladra costumava utilizar uma peruca loira, maquiagem, óculos escuro e roupas sensuais para seduzir os seguranças das agências, enquanto os companheiros executavam o assalto.

Embora tenha ficado famosa com o apelido de Carabina, Lili usava uma pistola 9mm em suas aventuras. A personagem histórica morreu aos 56 anos, em 2000, e inspirou dois livros de Aguinaldo Silva. Um deles foi adaptado para o cinema, com Betty Faria no papel principal.

Heloísa Borba Gonçalves

A advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves – mais conhecida como Viúva Negra – foi condenada em 2011 a 18 anos de prisão por diversos crimes, incluindo assassinatos, poligamia, roubo e estelionato.

Embora tenha supostamente matado seus últimos três maridos e dois namorados, Heloísa foi condenada apenas pelo assassinato duplamente qualificado de um deles. O promotor do caso, no entanto, afirma ter certeza que a Viúva Negra matou mais pessoas.

Os crimes teriam ocorrido entre 1971 e 1992, sempre motivados por dinheiro. Após a morte dos companheiros, Heloísa teria herdado sete apartamentos em Copacabana, três no Leblon, duas casas no Jardim Botânico, três lojas e um apartamento na Barra da Tijuca. Ao todo, os bens herdados são avaliados em R$ 20 milhões.

Heloísa foi condenada, mas nunca foi presa. A criminosa continua foragida até hoje, sendo procurada inclusive pela Interpol. A Viúva Negra também costuma mudar de identidade, utilizando os nomes falsos de Heloísa Saad e Heloísa Ribeiro.

Era Uma Vez um Crime: Elize Matsunaga está disponível na Netflix.

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