O que aconteceu com vítimas que denunciam João de Deus na Netflix

Série Cura e Crime aborda a história de diversas mulheres abusadas pelo médium

Publicado em 31/8/2021
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Em 2018, o Brasil ficou completamente chocado quando mais de 300 mulheres acusaram o médium João de Deus de abuso, assédio e estupro. O líder religioso está atualmente na cadeia, e recentemente virou tema de uma produção documental na Netflix. A série está fazendo grande sucesso com o público internacional, e muitos espectadores desejam saber o que aconteceu com as vítimas que denunciaram o criminoso.

Segundo o Ministério Público, o número total de vítimas de João de Deus pode ultrapassar 330. Além de ser condenado pelos crimes sexuais, o médium foi indiciado também por falsidade ideológica, corrupção de testemunhas e posse ilegal de armas e munição.

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Antes de ser condenado a 40 anos de prisão por crimes sexuais, o dito médium era um verdadeiro fenômeno internacional, chegando a participar do programa de Oprah Winfrey nos anos 2000.

O site CinemaHolic revelou o que aconteceu com três das mulheres que denunciaram os crimes de João de Deus; confira abaixo.

Dalva Teixeira de Sousa – A filha de João de Deus

Nem mesmo a filha de João de Deus escapou dos abusos do criminoso. Dalva Teixeira de Sousa só conheceu o pai biológico aos 9 anos. Antes, a brasileira levava uma vida pacata com o irmão, mãe e meios-irmãos.

No entanto, tudo mudou quando João de Deus chegou para reivindicar a custódia dos filhos, prometendo dar a eles uma boa educação e um estilo de vida mais confortável.

João de Deus começou a abusar de Dalva antes da filha completar 10 anos de idade. Os abusos continuaram até os 14 anos.

Na época, Dalva começou a namorar um homem conhecido como Tcheca, sem o pai saber. João de Deus descobriu tudo, e os estupros evoluíram para violência física. Dalva chegou sofrer um aborto devido às surras.

Segundo a série da Netflix, Dalva costumava mudar de cidade com frequência para evitar a influência do pai, que sempre conseguia encontrá-la. Em São Paulo, a filha de João de Deus começou a usar drogas pesadas para lidar com os traumas.

Eventualmente, Dalva foi encontrada por João de Deus e levada de volta à Abadiânia. Sob a pressão do pai, ela foi obrigada a gravar um vídeo afirmando que as alegações de abuso sexual eram falsas.

Desde a prisão do pai, Dalva permaneceu ao lado das vítimas do médium, chamando João de Deus de “monstro” por seus terríveis crimes. A filha também processou o pai, pedindo uma compensação monetária pelo sofrimento.

Andrea Mannelli

Andrea Mannelli é uma das mais de 300 mulheres abusadas por João de Deus em sessões mediúnicas em Abadiânia. De acordo com a vítima, o criminoso afirmou que ela também era médium, e que poderia ser a chave para a cura da doença da mãe – que sofria com um tumor.

Durante as sessões, João de Deus começou a molestar Andrea. Em todos os abusos, a vítima chorava, e o médium afirmava que sua mãe morreria se ela não cooperasse.

Segundo Andrea, João usou sua suscetibilidade emocional para controlá-la e realizar os terríveis abusos. O trauma foi tão grande, que Andrea só reconheceu o que havia acontecido tempos depois dos atos.

Após entender que havia sido abusada, Andrea decidiu enfrentar João de Deus. No entanto, o dinheiro, poder e imagem pública do médium fizeram a vítima pensar duas vezes.

No entanto, em dezembro de 2018, quando outras mulheres acusaram o médium de estupro, Andrea faz uma denúncia de 9 páginas em busca de justiça.

Após a primeira condenação de João de Deus, Andrea se juntou à promotora Gabriela Manssur no combate à violência contra as mulheres.

Embora seu processo ainda esteja pendente na Justiça, Andrea utiliza sua experiência para lidar com o trauma e ajudar mulheres que passam por situações semelhantes.

Marina Brito

Outra vítima de João de Deus, Marina Brito procurou a Casa Dom Ignácio de Loyola, em Abadiânia, após sofrer com grandes problemas para engravidar.

Durante a primeira sessão, João de Deus afirmou que Marina “engravidaria em breve”, e no mesmo atendimento começou os abusos sexuais. O médium tirou vantagem da vulnerabilidade e estado emocional de Marina para praticar os terríveis crimes.

Após os abusos sexuais, Marina sofreu também gaslighting (quando alguém tenta convencer outra pessoa que ela está louca) dos ajudantes de João de Deus, que afirmavam que nenhum abuso havia acontecido.

O processo de Marina contra João de Deus continua pendente na Justiça, mas a vítima conseguiu transformar sua dor em positividade por meio de seu trabalho como fisioterapeuta. Marina se especializa em desordens neuromusculares, acupuntura e outros tipos de tratamento.

Além disso, Marina conseguiu dar à luz a uma adorável garotinha. No documentário, ela também afirma que gostaria de ver João de Deus de volta à cadeia.

O desejo da vítima foi atingido. Na última semana de agosto, a Justiça de Goiás reverteu a prisão domiciliar de João de Deus, e o líder religioso foi obrigado a retornar à cadeia.

João de Deus: Cura e Crime está disponível na Netflix.

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