As grandes mudanças da Netflix que assinantes não conhecem

Plataforma começou como locadora de DVDs e se tornou uma das titãs da indústria do entretenimento

Publicado em 1/9/2021
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Você sabia que a Netflix começou como um serviço de aluguel de DVDs? Originalmente, a empresa enviava cópias físicas de filmes e séries para a casa dos assinantes. De lá para cá, muita coisa mudou. A plataforma mudou completamente o panorama da indústria do entretenimento, e estabeleceu-se como a líder em um mercado extremamente concorrido – além de contar com diversas mudanças que podem ter passado despercebidas pelos fãs.

Atualmente, mais de 209 milhões de pessoas utilizam a Netflix no mundo todo. A plataforma só não está disponível em países como China, Coréia do Norte e Síria, além da região da Criméia.

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A Netflix começou a dominar a indústria do entretenimento por seu enorme investimento em produções originais. Com o sucesso de séries como House of Cards, Orange is the New Black e Stranger Things, o streaming também penetrou nas premiações mais importantes da TV, e, posteriormente, do cinema.

O site INC.com revelou 7 mudanças que aconteceram na Netflix desde o início da trajetória da plataforma até hoje; confira abaixo.

Modelo de assinaturas

A primeira grande mudança realizada pela Netflix ocorreu entre setembro de 1999 e fevereiro de 2000. A empresa lançou um modelo de testes para o aluguel de DVDs por assinatura. Ou seja, os assinantes recebiam uma quantidade específica de cópias físicas em casa, semanalmente ou mensalmente.

“Nós passamos de zero para 10 mil assinantes durante o período de testes. Isso ofereceu à Netflix a possibilidade de adotar o modelo de 100% de assinaturas a partir do início de 2000”, explicou Joel Mier, um dos primeiros diretores de marketing da plataforma.

Conteúdo ilimitado

O modelo original de assinaturas da Netflix previa uma quantidade específica de DVDs por mês. No entanto, ainda na primeira década dos anos 2000, a empresa adotou a ideia de aluguéis ilimitados. O modelo era arriscado, mas acabou sendo uma das melhores decisões já tomadas pela companhia.

“Imagine uma academia, por exemplo. Quantos de nós já fizemos matrículas, frequentamos por uma semana e depois desistimos? Desde o primeiro dia, a Netflix contou com uma grande quantidade de pessoas que paga e simplesmente não usa o serviço”, explicou Mier sobre os riscos do modelo.

A mudança para o streaming

Segundo Mier, a expansão da Netflix para o mercado dos streamings foi uma das decisões cruciais da plataforma, tomada inicialmente em julho de 2011. Para adotar o modelo, a empresa precisou considerar abandonar seu serviço de entrega de DVDs, outra atitude arriscada.

“O foco do futuro, com certeza, é o streaming. O negócio dos DVDs já não era mais o principal motivo do crescimento da Netflix. Com isso, tivemos dois objetivos: continuar a servir os clientes, reduzir os custos operacionais e não atrair mais assinantes”, comentou Mier.

A consolidação do streaming

Não atrair assinantes? Como uma estratégia desse tipo daria certo na Netflix? Para se dedicar inteiramente ao novo modelo, a Netflix foi dividida em suas empresas específicas. O aluguel de DVDs passou a figurar no site DVD.com. Com isso, o streaming ficou com o nome original e passou a funcionar como uma entidade separada.

A Netflix continua, até hoje, a oferecer DVDs para os usuários do site. A plataforma não divulga o número de pessoas que utilizam o serviço, mas análises indicam que cerca de 2 milhões de clientes ainda preferem o modelo tradicional.

Conteúdo original

Hoje em dia, a Netflix é conhecida principalmente por sua produção constante de conteúdo original, marcada por sucessos como Stranger Things, Tiger King e Bridgerton. Tudo começou em 2013, com o lançamento de House of Cards.

Nos primeiros dias da Netflix, a plataforma fazia sucesso principalmente por trazer em seu catálogo séries já conhecidas, como Friends e The Office. A evolução da plataforma continuou com o tempo, e trouxe grandes novidades para os assinantes.

Produção internacional

A mudança final da Netflix discutida pelo executivo Joel Mier, foi a adição de conteúdo internacional para audiências locais. Por causa disso, a plataforma começou a conquistar o público de inúmeros países, dominando o mercado na Índia, Brasil, Coréia, Turquia e Reino Unido.

Nesse cenário, a Netflix encontra um grande dilema: investir em produções locais para atrair a audiência de um país específico ou comprar direitos de exibição de blockbusters hollywoodianos, com o objetivo de atrair um público mais abrangente.

O futuro da Netflix

A Netflix se estabeleceu como a gigante do mercado dos streamings quando esse tipo de modelo ainda era relativamente desconhecido. Agora, com a chegada de concorrentes como Disney+, Amazon Prime e HBO Max, a plataforma precisa analisar cuidadosamente os próximos passos para não perder o posto de líder do mercado.

Em 2021, a plataforma anunciou a intenção de entrar de cabeça no mercado dos games. Ainda não existem muitos detalhes sobre esse plano, mas caso ele seja concretizado, tem tudo para mudar mais uma vez a estrutura da empresa.

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