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Polêmica

Especialista diz que Sex/Life não é “sexualmente positiva”

Série da Netflix está renovada e terapeuta pede mudanças na abordagem do sexo

Publicado por Bruno Tomé

08/10/2021 17:00

A especialista em terapia sexual Georgia Grace chamou atenção com um longo texto no Instagram em que afirma que Sex/Life não é “sexualmente positiva”. A terapeuta também disse ter ficado “ansiosa” e “perturbada” com o seriado da Netflix.

Após vários pedidos, Grace decidiu assistir ao seriado. A especialista comentou que o que chamou atenção foram críticas afirmando que Sex/Life teria uma abordagem de desejo feminino para o sexo.

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Quando assistiu a Sex/Life, a terapeuta se disse “realmente decepcionada”.

“Billie é uma mulher sexual e como resultado ela é julgada e ‘demonizada’ por praticamente todo mundo. Consentimento praticamente não existe ou é ignorado, não é sexualmente positivo, há várias cenas de abuso emocional, perseguição, violão de confiança e comportamento forçado retratado como ‘sensual'”, criticou Grace.

A terapeuta cita a cena em que Brad filma ele e Sasha durante as relações, sem o consentimento dela. Além disso, a comparação no banheiro entre Cooper e o ex da esposa Billie é classificada como a competitividade da “masculinidade tóxica”.

“Nem toda série sobre sexo precisa ser educacional e transformadora. As pessoas podem chegar em casa e assistir a um drama e se entreter após um longo dia. Mas, se essa série é sobre sexo e vida, precisa fazer mais do que isso”, destaca a crítica sobre o seriado da Netflix.

No fim, Grace deu sugestões de como a segunda temporada de Sex/Life poderia ser melhorada.

“Eu gostaria de ver consentimento nas cenas de sexo, Billie como a heroína da narrativa, Cooper e Brad na terapia (individual), amigos sexualmente positivos que entendem e apoiam Billie; uma festa de sexo positiva, com cenas excitantes, positivas e com consentimento, além de sexo que seja mais do que algumas penetrações e logo um orgasmo”, destacou a especialista, citando Sex Education e Normal People como exemplos.

A produção de Sex/Life ainda não respondeu a crítica que vem chamando atenção.

Sex/Life continua na Netflix

A série vem de B. B. Easton, a psicóloga escolar que se tornou autora cujo livro de memórias, 4 Homens em 44 Capítulos, foi recebido com uma recepção calorosa e críticas excelentes quando chegou às estantes em 2016.

Tão calorosa foi a recepção e tão notáveis foram as análises que sua história foi comprada pela Netflix, com uma série de oito episódios sendo encomendada em 2019.

A história de Sex/Life é mais ou menos assim:

“Sarah, a protagonista da série, é, no momento presente, uma mãe suburbana com uma vida confortável. Dito isso, há algo faltando – como a paixão erótica incandescente de sua juventude, passada se aventurando com motoqueiros, baixistas e outros caras perigosos.”

“Ela se tornou uma versão de si mesma digna do casamento e isso é um problema”, disse Stacy Rukeyser, a roteirista do seriado, à Entertainment Weekly.

“Ao esconder uma grande parte de si mesma de seu marido Cooper e esconder seu desejo, ela criou um problema para si mesma. Ela conseguiu o cara, mas a que custo? O custo é negar uma parte dela que está adormecida há um tempo e precisa ser homenageada, celebrada e cuidada, porque é uma parte real dela”, completou a escritora.

Dessa disjunção pessoal vem uma série de flashbacks e fantasias, explorando o que Sarah realmente quer de sua vida e se desistir de seu lado selvagem valeu a vida tranquila de uma esposa e mãe.

Sex/Life está disponível na Netflix. A segunda temporada chega em breve.

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