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Na vida real

O que aconteceu com os criminosos de 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central

Série documental da Netflix aborda um dos crimes mais impressionantes da história brasileira

Publicado por Alexandre Guglielmelli

17/03/2022 20:30

Ao abordar um dos crimes mais famosos da história brasileira, a série documental 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central conseguiu dominar o Top 10 da Netflix. Como o título já indica, a produção foca no impressionante assalto ao Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005. Mas afinal: o que aconteceu com os criminosos responsáveis?

“Em 2005, ladrões cavaram um túnel até o Banco Central do Brasil em Fortaleza, levando mais de 160 milhões de reais. Esta série documental relata o roubo histórico”, afirma a sinopse da série na Netflix.

Vale lembrar que, muito antes do lançamento da série, a história já havia sido adaptada para os cinemas. O filme Assalto ao Banco Central, dirigido por Marcos Paulo, estreou em 2011.

Explicamos abaixo tudo que você precisa saber sobre o que aconteceu com os criminosos de 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central na vida real; confira.

As investigações do assalto ao Banco Central

As investigações da Polícia Federal sobre o assalto começaram logo após o descobrimento do crime, em 8 de agosto de 2005. A primeira pista foi a identificação de José Marleudo, por meio de impressões digitais encontradas no local do crime.

No dia seguinte, 9 de agosto, os criminosos deram um passo em falso: a compra de 10 carros com o dinheiro do assalto.

Através dessa compra, a Polícia Federal chegou a José Charles Morais, o dono de uma transportadora – preso em Minas Gerais ao transportar 11 carros em um caminhão-cegonha.

Em 3 dos carros transportados, a polícia encontrou evidências do crime, incluindo R$ 6.000.000,00 do dinheiro roubado. A partir daí, a PF conseguiu desvendar a identidade dos outros envolvidos (veja abaixo o que aconteceu com cada um deles).

O que aconteceu com os criminosos de 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central

Antônio Jussivan Alves dos Santos (Alemão): Apontado como mentor do assalto, foi preso em fevereiro de 2008, no Distrito Federal. Condenado a 49 anos e dois meses de prisão. Em 2017, tentou fugir da cadeia. Acabou levando um tiro na barriga.

Luís Fernando Ribeiro (Fernandinho): Apontado como o financiador do plano e um dos líderes do esquema. Foi sequestrado e morto em 2005, na cidade de Camanducaia, Minas Gerais, mesmo após a família pagar R$ 2 milhões pelo resgate.

Moisés Teixeira da Silva (Tatuzão): Considerado o escavador do bando, dado o apelido. Foi preso após uma ação da PF em uma padaria. Condenado a 17 anos de prisão, teve a pena reduzida para 2 anos. Atualmente, está livre.

Marcos Rogério Machado de Morais (Cabeçudo): Engenheiro do túnel. Foi preso em agosto de 2007. Em 2011, fugiu da cadeia. Continua foragido.

José Charles Machado de Morais: Irmão de Marcos Rogério, dono da transportadora que ancorou as investigações. Preso em 2005 por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Condenado a 36 anos de prisão, teve a pena reduzida para 18.

Jorge Luiz da Silva: Abriu uma empresa de fachada para encobrir a escavação do túnel. Foi preso em setembro de 2008.

Deucimar Neves Queiroz: Ex-segurança do Banco Central de Fortaleza, forneceu informações privilegiadas para os criminosos. Ficou com 2 milhões do montante roubado. Foi preso em 2006.

Surpreendentemente, no dia do lançamento de 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central, a PF prendeu Francisca Eliziana Fernandes da Silva, suspeita de lavar o dinheiro roubado no esquema.

3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central está disponível na Netflix.

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