Lançamento

O que você precisa saber antes de assistir Vikings: Valhalla

Enredo, personagens e mais sobre nova série nórdica

Vikings foi uma série de grande sucesso, lançada pelo canal History e pela Netflix. Agora que a produção chegou ao fim, é a vez de uma derivada ocupar o espaço deixado vago pela produção vagamente inspirada na história real Ragnar Lothbrok e dos mitos nórdicos. Surge, então, Vikings: Valhalla.

A nova série da Netflix terá 24 episódios e algumas diferenças em relação a sua produção original, com diferenças no tempo em que é ambientada, elenco, personagens, referências históricas, religião predominante e muito mais.

Quer ficar por dentro de tudo o que já sabemos sobre Vikings Valhalla? Então continue lendo:

Vikings: Valhalla se passa 100 anos após Vikings

Segundo informações já divulgadas pela Netflix, a história de Vikings: Valhalla começa no ano de 1002 com o que foi descrito como um “evento histórico particular”.

Não foi especificado qual, mas já há alguns rumores em mente, como o ataque Viking na London Bridge liderado por Olaf Haraldsson (Jóhannes Haukur Jóhannesson), que pode ser vislumbrado no trailer, mas historicamente só aconteceu anos mais tarde (se é que, de fato, aconteceu).

Outro candidato é o Massacre do Dia de São Brice, que aconteceu em 13 de novembro de 1002 quando o rei Aethelred II ordenou o massacre de todos os vikings dinamarqueses que viviam no território inglês, mas o rei dinamarquês Sweyn Forkbeard revidou aumentando a quantidade de ataques vikings.

O que muda, o que fica igual

Michael Hirst, criador e roteirista de Vikings, será produtor executivo da nova série da Netflix, ao lado de Morgan O’Sullivan e Jeb Stuart, que também participaram da produção anterior.

Justin Pollard, que trabalhou como consultor histórico em Vikings, também retoma o trabalho no spin-off, com a função de garantir que a série seja o mais precisa possível quanto aos acontecimentos históricos. Frank Moiselle, diretor da série, também volta para a derivada da Netflix.

O que muda é, de fato, o elenco: como a produção se passa 100 anos no futuro, não é esperado que nenhum personagem já conhecido do público apareça, a não ser que como uma visão ou fantasma, mas mesmo isso é bem improvável.

A história será levada a sério

O papel de Justin Pollard como consultor histórico consiste em não deixar que a ficção se sobressaia aos eventos históricos, pesquisando a história viking para definir quais os melhores textos antigos a serem abordados.

Ele fala mais sobre seu trabalho: “Há um milhão de maneiras diferentes de olhar para a história… Não sabemos muito sobre os vikings originais. Eles não tinham uma linguagem escrita, então a documentação é complicada. Eles nos deixaram as sagas, mas as sagas foram escritas 200 anos após o fim desta história, e foram escritas por cristãos. Sabemos arqueologicamente o que foi desenterrado, mas ainda estamos descobrindo coisas novas sobre a cultura viking.”

A tentativa é que a série seja o mais fiel possível: “Às vezes, mudamos um pouco as datas ou os personagens, mas as peças históricas estão todas lá”, afirma Jeb Stuart.

A série terá três protagonistas

Vikings: Valhalla terá três personagens centrais que dividirão a atenção do público: Leif Eriksson (Sam Corlett), Freydis Eriksdotter (Frida Gustavsson) e Harald Sigurdsson (Leo Suter).

Leif e Freyds são irmãos, sendo ele um explorador viking e ela uma donzela pagã. A dupla conhecerá Harald ao longo da série, sendo ele um furioso viking e príncipe norueguês.

Jeb Stuart revela mais detalhes sobre essa escolha: “Para mim, cada um deles incorpora diferentes elementos do espírito viking. Trazer Leif e Freydís – que são ambos groenlandeses – para a Noruega, para Kattegat, e incorporá-los na história viking parecia algo muito natural a se fazer.”

Ele continua: “De uma maneira estranha – se você tirar a violência maciça da equação – os vikings incorporam alguns dos elementos que ainda mais queremos para nós mesmos. Eles eram grandes exploradores, muito curiosos e abertos ao aprendizado. Eles eram uma sociedade igualitária… Nossos personagens estão lidando com relacionamentos e questões que são tão relevantes hoje quanto eram há mil anos, e essas histórias sempre nos emocionarão e cativarão.”

O fim de uma era?

O título sugere que o fim está próximo: Valhalla significa algo como “o salão dos caídos” é muito relacionado ao fim da Era Viking, que terminou em 1066.

O showrunner Jeb Stuart comenta sobre a escolha: “Jogamos com muitos títulos novos, mas continuamos voltando a Valhalla porque a ideia do programa está inerentemente ligada ao fim desta era. Trata-se de mostrar esse momento incrível na história – e como todas as coisas eventualmente chegam ao fim.”

No entanto, a série ainda tem pelo menos seis décadas de história para abordar, o que pode render algumas boas temporadas na Netflix.

Relação com a vida real

Frida Gustavsson possui algumas semelhanças com sua personagem.

A atriz vai interpretar na série Freydis Eriksdotter, a filha de Erik, o Vermelho, e irmã de Leif Eriksson. Mas, por coincidência, o pai de Gustavsson na vida real se chama Erik, enquanto seu irmão se chama Leif. Os papéis apenas foram invertidos!

Além disso, o apelido da próprio Frida é Freydis, e ela de fato se entregou ao papel, lendo vários livros como “Valquíria: As Mulheres do Mundo Viking”, de J. Friðriksdóttir, para aprender mais sobre os mitos abordados na série da Netflix.

A importância dos figurinos

Susan O’Connor Cave, figurinista da série anterior, assume novamente o papel em Vikings: Valhalla para ajudar o elenco a dar vida aos personagens também através de suas roupas, sejam elas longas vestes de alta costura ou as armaduras e escudos típicos das batalhas.

Ao que sabemos, o tom do figurino será semelhante ao de Vikings, mas Cave revelou ter incorporado as mudanças culturais e religiosas dos tempos, com cores mais ricas e mais malha nos trajes, refletindo em sua transição para o cristianismo. As vestes dos groenlandeses terão mais cores e texturas ligadas a terra, enquanto os vikings são mais orgânicos e os saxões ostentam veludos, sedas e ornamentos pesados, destacando as diferenças entre as culturas.

Conflitos religiosos

E falando em religião, esse aspecto importante da história Viking não ficará de lado na nova série: na produção anterior vimos os vikings pagãos contra os cristãos ingleses, mas cem anos se passaram e, agora, o cenário europeu já está dominado pelo cristianismo, e muitos vikings estão se convertendo, embora outros ainda recusem. Esse conflito entre pagãos, predominantemente groenlandeses, e cristãos, em geral noruegueses e dinamarqueses, será explorado na produção.

Segundo Stuart, os dois grupos se enfrentarão em Vikings: Valhalla em uma espécie de guerra civil religiosa: “É uma linha do tempo longa e um tanto complexa, mas no momento em que nossa história está definida, os vikings cristãos eram principalmente muito sinceros, muito duros e muito focados na conversão absoluta e total ao cristianismo – ou limpando violentamente o paganismo para fora do mapa.”

Vikings: Valhalla estreia dia 25 de fevereiro na Netflix.

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